<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231</id><updated>2012-02-16T20:05:06.660-03:00</updated><title type='text'>em busca do traquejo perdido</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-2289545204218468651</id><published>2010-10-08T21:41:00.004-03:00</published><updated>2010-10-08T21:48:08.272-03:00</updated><title type='text'>A lista</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/aV99ypbCidw/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aV99ypbCidw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aV99ypbCidw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça uma lista de grandes amigos&lt;br /&gt;Quem você mais via há dez anos atrás&lt;br /&gt;Quantos você ainda vê todo dia&lt;br /&gt;Quantos você já não encontra mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça uma lista dos sonhos que tinha&lt;br /&gt;Quantos você desistiu de sonhar!&lt;br /&gt;Quantos amores jurados pra sempre&lt;br /&gt;Quantos você conseguiu preservar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde você ainda se reconhece&lt;br /&gt;Na foto passada ou no espelho de agora?&lt;br /&gt;Hoje é do jeito que achou que seria&lt;br /&gt;Quantos amigos você jogou fora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos mistérios que você sondava&lt;br /&gt;Quantos você conseguiu entender?&lt;br /&gt;Quantos segredos que você guardava&lt;br /&gt;Hoje são bobos ninguém quer saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas mentiras você condenava?&lt;br /&gt;Quantas você teve que cometer?&lt;br /&gt;Quantos defeitos sanados com o tempo&lt;br /&gt;Eram o melhor que havia em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas canções que você não cantava&lt;br /&gt;Hoje assobia pra sobreviver?&lt;br /&gt;Quantas pessoas que você amava&lt;br /&gt;Hoje acredita que amam você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Oswaldo Montenegro)&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=aV99ypbCidw"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-2289545204218468651?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/2289545204218468651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=2289545204218468651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2289545204218468651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2289545204218468651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/10/lista.html' title='A lista'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3323516818892103659</id><published>2010-09-25T09:09:00.005-03:00</published><updated>2010-09-25T09:22:00.242-03:00</updated><title type='text'>Eu tenho um amor 84, charing cross road</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJ3mqAZwcFI/AAAAAAAAAH0/84ipaZFJbH4/s1600/lulu+com+banda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJ3mqAZwcFI/AAAAAAAAAH0/84ipaZFJbH4/s320/lulu+com+banda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520822327563022418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive um amor à distância, já usei a internet com essa finalidade e me envolvi afetivamente com alguém. Confesso. Sim, já gostei tanto de alguém sem conhecer, e era tanto que não podia haver tanto. Até que conheci e foi inesquecível, enquanto durou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre associei o gostar ao conhecer. E agora vem a Lulu que há anos conheço sem conhecer. Quem é essa desconhecida que tem me deixado tão feliz ao ouvir suas canções nas ruas que hoje caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei. Sei só que ela existe como algo real por fora e a certeza de que tudo é sonho, como algo real por dentro. Sei que ela está ali bem perto, ou aqui mesmo do meu lado, eu posso sentir isso. Às vezes ela me olha esquisito como se quisesse saber mais de mim e me faz perguntas vagas querendo chegar a algum lugar que ainda não sei ao certo onde é.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E se soubesse, de que adiantaria? Continuaria a responder-lhe as perguntas que eu mesmo já não faço, a oferecer-lhe as respostas que não respondem coisa alguma porque a vida é um enigma a ser decifrado. E o amor também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é mesmo que ela vai fazer com tantas informações sobre mim? Vai desenhar o meu perfil numa folha de papel em branco? Que cores usará para pintar minhas alegrias, tristezas, seriedades e impaciências de ariano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecerá a calmaria aparente dos meus olhos que ocultam a vontade de vida a ser vivida? Sondará meus gestos? Calçará meus sapatos medindo com cuidado o tamanho das pegadas deixadas por mim no seu coração delicado? Rondará minha cama, feito fera faminta enquanto durmo? Velará meu sono com olhos de ternura e cuidado? Não sei, não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pouco que sei a respeito dela confunde-se com o muito que sinto quando imagino escutar sua voz, cantarolando suas canções, e que belas canções... E volto à internet cheio de propósitos procurando aquele vídeo em que ela diz: “se por acaso me vires por aí, disfarça e finge não ver...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje eu sou diferente do que eu era no tempo que não havia tanto... O que me fez ser diferente do que eu era? Diferente daquele caminhante sempre indo em linha reta, sempre adiante? Mas pra onde ia mesmo aquele moço cheio de certezas e verdades incontestáveis com seu olhar altaneiro e firme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pouco prestava atenção nas coisas do lado e a vida, às vezes, está nas coisas do lado, na paisagem da janela, à esquerda de quem vai, à direita de quem vem... E esse moço que fui muitas vezes nem sequer olhou de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentir e o desconhecer misturam-se no mesmo caldeirão e eu já não sei mais se de fato eu não a conheço plenamente sem nunca ter visto! Talvez ela seja uma espécie de “meu 84, Charing Cross Road”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, eu tenho um amor 84, Charing Cross Road. E quem não sabe o que é isso precisa ver ou rever o clássico filme com o Anthony Hopkins e a Anne Bancroft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lulu*, feliz aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu veleirinho hopkins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(* Luanda Cozetti)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3323516818892103659?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3323516818892103659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3323516818892103659&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3323516818892103659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3323516818892103659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/09/eu-tenho-um-amor-84-charing-cross-road.html' title='Eu tenho um amor 84, charing cross road'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJ3mqAZwcFI/AAAAAAAAAH0/84ipaZFJbH4/s72-c/lulu+com+banda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-7035468321969428754</id><published>2010-09-23T10:13:00.005-03:00</published><updated>2010-09-23T10:40:32.213-03:00</updated><title type='text'>Um cafezinho com Adélia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJtTwJri3uI/AAAAAAAAAHs/9RAjt8qPPQA/s1600/AD%C3%89LIA+PRADO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJtTwJri3uI/AAAAAAAAAHs/9RAjt8qPPQA/s320/AD%C3%89LIA+PRADO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520097854970060514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui atropelado por esse poema. Um amigo, dos bons, e daqueles que a gente demora anos para encontrar ao vivo por conta dessas coisas do mundo virtual me mostrou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente nos livros que aqui tenho da Adélia não consta esse poema, ou será que nunca tinha lido antes com olhos de hoje? Enfim, atropelado que estou já não sei, só sei que vale a pena ler e reler cada sílaba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui ferida,&lt;br /&gt;por Deus, pelo Diabo, ou por mim mesma,&lt;br /&gt;- ainda não sei -&lt;br /&gt;percebi que não morrera, após três dias,&lt;br /&gt;ao rever pardais&lt;br /&gt;e moitinhas de trevo.&lt;br /&gt;Quando era jovem,&lt;br /&gt;só estes passarinhos,&lt;br /&gt;estas folhinhas bastavam&lt;br /&gt;para eu cantar louvores,&lt;br /&gt;dedicar óperas ao Rei.&lt;br /&gt;Mas um cachorro batido&lt;br /&gt;demora um pouco a latir,&lt;br /&gt;a festejar seu dono&lt;br /&gt;- ele, um bicho que não é gente -&lt;br /&gt;tanto mais eu que posso perguntar&lt;br /&gt;Por que razão me bates?&lt;br /&gt;Por isso, apesar dos pardais e das reviçosas folhinhas&lt;br /&gt;uma tênue sombra ainda cobre meu espírito.&lt;br /&gt;Quem me feriu perdoe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Adélia Prado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-7035468321969428754?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/7035468321969428754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=7035468321969428754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/7035468321969428754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/7035468321969428754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/09/um-cafezinho-com-adelia.html' title='Um cafezinho com Adélia'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJtTwJri3uI/AAAAAAAAAHs/9RAjt8qPPQA/s72-c/AD%C3%89LIA+PRADO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3768350052060173401</id><published>2010-09-19T18:03:00.002-03:00</published><updated>2010-09-19T18:05:19.138-03:00</updated><title type='text'>Um domingo com os trovadores urbanos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJZ6uYPPnVI/AAAAAAAAAHk/7Fl2zPKSoN0/s1600/trovadores_urbanos_divulgac_o0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJZ6uYPPnVI/AAAAAAAAAHk/7Fl2zPKSoN0/s320/trovadores_urbanos_divulgac_o0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518733330588081490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje passei o dia quase todo ouvindo os Trovadores Urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei nessa canção e não consegui parar de ouvir repetidas vezes. Admiro muito o trabalho deles, muito mesmo. Sem falar das visitas que eles fazem ao hospital do câncer e outras instituições levando a música da forma mais sublime que conheço. Trabalho delicado. Muito. Eis a letra da bela canção do Juca e Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peregrino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim te buscar na luz&lt;br /&gt;Clara do farol&lt;br /&gt;Que ilumina a noite.&lt;br /&gt;Seguir teu rumo&lt;br /&gt;E ao luar com luz de sol&lt;br /&gt;Tão logo o dia se foi&lt;br /&gt;Te trouxe a palavra verdadeira&lt;br /&gt;E minha estrela derradeira&lt;br /&gt;Como um peregrino saído da escuridão.&lt;br /&gt;Vim depois de todas as fronteiras&lt;br /&gt;Vim, pois te busquei a vida inteira&lt;br /&gt;Vim como um menino&lt;br /&gt;Que encontra o teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Juca Novaes e Eduardo Santana)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3768350052060173401?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3768350052060173401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3768350052060173401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3768350052060173401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3768350052060173401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/09/hoje-passei-o-dia-quase-todo-ouvindo-os.html' title='Um domingo com os trovadores urbanos'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TJZ6uYPPnVI/AAAAAAAAAHk/7Fl2zPKSoN0/s72-c/trovadores_urbanos_divulgac_o0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-120590924463525402</id><published>2010-09-07T09:30:00.007-03:00</published><updated>2010-09-07T09:46:09.268-03:00</updated><title type='text'>A felicidade é como a flor do caju</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIYw_fiGA2I/AAAAAAAAAHU/ILR1jlgVaqE/s1600/flor+do+caju.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 307px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIYw_fiGA2I/AAAAAAAAAHU/ILR1jlgVaqE/s320/flor+do+caju.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514148661116142434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é triste o lugar onde eu me encontro, nem é turva a nuvem do meu caminho. Às vezes, fico quieto olhando uma pedra ao chão caindo e um cajueiro balançando e suas folhas me sorrindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha felicidade é como a flor do caju que se abre no sol da manhã, sem pressa, como quem cumpre o seu papel no teatro da natureza: despojar-se ao sol, à chuva, ao vento, à lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha felicidade é assim: semente de um roseiral que nunca esmorece, rígida e encorpada, fechando-se em pétalas de prece às intempéries da vida e em pétalas de fé no desamparo da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque o tempo não passa no relógio celeste, a minha felicidade é secular, pétala solerte, que se dissolve no murmurar de um vento agreste. Sei que ela, a minha felicidade, na palma da mão cabe e sei também que por entre dedos me foge. Fugaz, fugidia é minha felicidade, louca varrida e doida curada que some no meio do dia e me escapa no cair da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o sol se pondo por detrás das colinas do outono -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo em seguida ela empina e sai pela rua vadia, rondando de casa em casa até o amanhecer do dia, no primeiro sinal da madrugada. Minha felicidade é dançarina, balé de cores suaves, e voa clandestina, no bico cinzento das aves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-120590924463525402?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/120590924463525402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=120590924463525402&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/120590924463525402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/120590924463525402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/09/felicidade-e-como-flor-do-caju.html' title='A felicidade é como a flor do caju'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIYw_fiGA2I/AAAAAAAAAHU/ILR1jlgVaqE/s72-c/flor+do+caju.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-6968288869338056931</id><published>2010-09-04T17:17:00.004-03:00</published><updated>2010-09-07T09:47:33.118-03:00</updated><title type='text'>A tal da leitura obrigatória...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIY0YG1NWOI/AAAAAAAAAHc/JF8H05xJPok/s1600/Livros.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIY0YG1NWOI/AAAAAAAAAHc/JF8H05xJPok/s320/Livros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514152382517041378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho a frase ‘leitura obrigatória’ um conceito falso. A leitura não deve ser obrigatória. Devemos falar de prazer obrigatório? Por quê? O prazer não é obrigatório, o prazer é algo buscado. Felicidade obrigatória! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade, nós também buscamos. Fui professor de literatura inglesa por vinte anos na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires e sempre aconselhei a meus alunos: se um livro os aborrece, larguem-no; não o leiam porque é famoso, não leiam um livro porque é moderno, não leiam um livro porque é antigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um livro for maçante para vocês, larguem-no; mesmo que esse livro seja o Paraíso perdido -- para mim não é maçante -- ou o Quixote -- que para mim também não é maçante. Mas se há um livro maçante para vocês, não o leiam: esse livro não foi escrito para vocês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura deve ser uma das formas da felicidade, de modo que eu aconselharia a esses possíveis leitores do meu testamento -- que não penso escrever --, eu lhes aconselharia que lessem muito, que não se deixassem assustar pela reputação dos autores, que continuassem buscando uma felicidade pessoal, um gozo pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o único modo de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luís Borges&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-6968288869338056931?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/6968288869338056931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=6968288869338056931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6968288869338056931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6968288869338056931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/09/tal-da-leitura-obrigatoria.html' title='A tal da leitura obrigatória...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIY0YG1NWOI/AAAAAAAAAHc/JF8H05xJPok/s72-c/Livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-5904962174687635008</id><published>2010-09-04T16:34:00.009-03:00</published><updated>2010-09-04T17:02:20.104-03:00</updated><title type='text'>Luanda Cozetti e a espera...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIKlWtXVNdI/AAAAAAAAAHM/yO5qVI5gSEk/s1600/DSC01481.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIKlWtXVNdI/AAAAAAAAAHM/yO5qVI5gSEk/s320/DSC01481.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513150703408068050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estive em Lisboa, ano passado, fui conhecer o café à brasileira por conta dessa canção. Sentei perto da estátua de Fernando Pessoa, tomei um café, e por uns instantes esperei essa moça do vídeo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não sabia que eu estava lá, mas não saber fazia parte, queria que fosse casual. Infelizmente depois soube que naquele dia ela estava fazendo shows em outra cidade perto de Lisboa. Não importa, o que importa mesmo é que eu fui lá e esperei por ela, como imaginei um dia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lulu, moça da flor lilás, você continua sendo o meu amor 84, Charing Cross Road, i love you. Qualquer dia voltarei para repetir tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Y3FIVCZ8Oco?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Y3FIVCZ8Oco?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-5904962174687635008?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/5904962174687635008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=5904962174687635008&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5904962174687635008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5904962174687635008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/09/quando-estive-em-lisboa-fui-conhecer-o.html' title='Luanda Cozetti e a espera...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TIKlWtXVNdI/AAAAAAAAAHM/yO5qVI5gSEk/s72-c/DSC01481.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-6292151559103254534</id><published>2010-08-21T08:29:00.001-03:00</published><updated>2010-08-21T08:30:12.824-03:00</updated><title type='text'>Ah esse Albert...</title><content type='html'>Uma frase do Camus para pensar :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem, eu pedia às pessoas mais do que elas me podiam dar: uma amizade contínua, uma emoção permanente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sei pedir-lhes menos do que podem dar: uma companhia sem palavras... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia porque hoje é sábado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-6292151559103254534?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/6292151559103254534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=6292151559103254534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6292151559103254534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6292151559103254534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/08/ah-esse-albert.html' title='Ah esse Albert...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-7273783159615909351</id><published>2010-08-14T18:26:00.005-03:00</published><updated>2010-08-21T07:37:15.996-03:00</updated><title type='text'>Sobre o amor-feliz e outros quases...</title><content type='html'>Alguém já disse que a felicidade nos preenche de tal forma que não temos tempo para os versos. Sempre pensei que isso fosse pura balela, mas não é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom verso carece de uma dose de sofrer, mas não é sofrimento no sentido ruim da palavra, senão todos os morimbundos dos hospitais do mundo seriam grandes poetas e estariam nesse momento escrevendo suas odes... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho é que a felicidade anestesia um pouco aquela angustiazinha disfarçada de melancolia, aquele bichinho matreiro que nos corrói por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a vivência do amor-feliz nos toma tempo e quase nunca ficamos verdadeiramente sozinhos. Não digo que o sujeito simplesmente deixa de escrever, não deixa, não deixa. Mas quando escreve não mostra nem por um decreto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que o amor-feliz é muito constrangedor quando vestido em palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinícius, o poeta que mais amou na vida, criava as mais loucas situações para se colocar em estado de amor-saudade, amor-veneração, amor-distante, amor-impossível, amor-dedicação. .. Mesmo quando o seu amor era presente, real, possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto não saber lidar com o amor-feliz casou e se separou quase dez vezes. Não era o amor que acabava, era a felicidade que chegava e ele não sabia lidar com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz é muito difícil. Muito, muito mesmo. É muito mais fácil carregar o fardo do mundo nas costas, os pesares e os dissabores da alma pendurados no peito feito honraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu adoro uma melancoliazinha de beira de fogão, uma tristezinha vespertina, e até tenho saudade delas, mas hoje não consigo arranjar tempo para recebê-las. O amor-feliz veio me visitar e ficou por aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o verso, o verso mesmo... aquele que a gente arrisca a mostrar, só tenho feito muito de vez em quando. É que sou muito linear, não tenho montanha russa na alma, essa minha alma de ariano que precisa ter as quatro patas no chão. E vou repetir uma coisa que só um ariano pode entender: "como dói ser ariano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando lendo coisas do budismo para controlar um dos meus vícios mentais: a raiva. Não parece, mas eu sou um vulcão, quase à beira da erupção. Mas como convém aos loucos, quase ninguém percebe. Por isso que sou vidrado nessa palavra tão significativa da língua portuguesa: quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-7273783159615909351?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/7273783159615909351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=7273783159615909351&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/7273783159615909351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/7273783159615909351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/08/sobre-o-amor-feliz-e-outros-quases.html' title='Sobre o amor-feliz e outros quases...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-2104097185705023943</id><published>2010-07-31T17:46:00.006-03:00</published><updated>2010-08-03T09:10:26.398-03:00</updated><title type='text'>Amor de mãe é amor de cuidado.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TFSN0FRpTEI/AAAAAAAAAG8/MELrElFIBQA/s1600/d.+rita.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TFSN0FRpTEI/AAAAAAAAAG8/MELrElFIBQA/s320/d.+rita.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500176970835119170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A morte é o fluxo da vida e sabemos disso, é a lei da natureza... Mas como dói uma dor estranha essa da partida e de saber que nunca mais veremos uma pessoa amada. Laços de raiz, vincos de eterno amor e preocupação, porque a gente ama e se preocupa quando nossos pais envelhecem. E parece que foi ontem! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele vigor no corpo, a voz firme, a mão forte do castigo, o dedo rígido dizendo não, não, não. De quantos nãos precisamos para entender que a vida não é do jeito que queremos, a vida é só o que fazemos e plantamos e não o que esperamos dela?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quantos abraços e olhares silenciosos de nossos pais disseram: "Toma cuidado, meu filho, toma cuidado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas vezes rimos de tanto zelo? Quantas vezes pensamos em dizer: "Toma cuidado minha mãe, toma cuidado" e não dissemos? E quantas vezes choramos pelo tanto de zelo que temos e mesmo assim a gente sempre acha pouco? Amor de filho pra mãe é sempre amor em débito. Nunca chegamos perto do amor de mãe. Mas tentamos! E nessas tentativas é que nos confortamos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vai, não foram tantas noites assim que ficamos acordados por ela... E, no entanto, quantas noites mesmo ela dormiu sem a lembrança do filho ou sem dizer "toma cuidado, meu filho, toma cuidado". Algumas bem poucas, talvez... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então ela dormiu, mas ainda bem que antes ela viu você, e talvez em pensamento  tenha dito pela última vez pra você tomar cuidado. Amor de mãe é amor de cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi esse texto a um amigo que havia perdido a mãe. Mas é também uma homenagem a todas as mães, inclusive a minha mãe que como na foto ainda está presente me dizendo de longe ao pé do ouvido toda noite antes de dormir: "toma cuidado, meu filho, toma cuidado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-2104097185705023943?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/2104097185705023943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=2104097185705023943&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2104097185705023943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2104097185705023943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/07/morte-e-o-fluxo-da-vida-e-sabemos-disso.html' title='Amor de mãe é amor de cuidado.'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TFSN0FRpTEI/AAAAAAAAAG8/MELrElFIBQA/s72-c/d.+rita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3343001725731939629</id><published>2010-07-28T07:02:00.001-03:00</published><updated>2010-07-28T07:09:46.813-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TFAB3-p8RrI/AAAAAAAAAGs/nOK51DY3aXU/s1600/espera.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TFAB3-p8RrI/AAAAAAAAAGs/nOK51DY3aXU/s320/espera.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498897206242723506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Se queres ver-me novamente, procura-me sob teus sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente saberás quem sou ou o que significo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante serei para ti boa saúde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E filtrarei e comporei teu sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não conseguires encontrar-me, não desanimes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não está numa parte está noutra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nalgum lugar estarei à tua espera."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Whitman)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3343001725731939629?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3343001725731939629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3343001725731939629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3343001725731939629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3343001725731939629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/07/se-queres-ver-me-novamente-procura-me.html' title=''/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TFAB3-p8RrI/AAAAAAAAAGs/nOK51DY3aXU/s72-c/espera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-1651331527760166272</id><published>2010-07-27T09:13:00.002-03:00</published><updated>2010-07-27T09:15:42.129-03:00</updated><title type='text'>Sonya Prazeres</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TE7Ny1eIykI/AAAAAAAAAGk/oeJGP79Jjw8/s1600/sonya+prazeres.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TE7Ny1eIykI/AAAAAAAAAGk/oeJGP79Jjw8/s320/sonya+prazeres.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498558468296591938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que nasce com uma estrela na testa, tem gente que nasce com uma sorte danada no bolso, tem gente que sabe investir em ações, tem gente que cumpre rigidamente horário e regras, tem gente que sonha em largar tudo e dar umas voltas na pracinha arrastando um lençol branco com uma garrafa de cachaça na mão, tem gente de todo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que não chora com comercial de televisão, mas se acaba em lágrimas vendo Cinema Paradiso, tem gente que tem um Totó na cabeça, um carteiro e um poeta debaixo do braço, e acredita no amor Florentino Ariza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que sonha em tomar uma caipirinha à beira mar e mora longe, tem gente que mora quase vizinho do mar e esquece de ir lá conferir a belezura dos verdes mares bravios. E ainda vem aqui escrever que tem vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem também gente que parece que no berço tropeçou na chupeta e muito cedo caiu no liquidificador da vida e não tem tempo de se lamentar, nem de cumprir regras, nem de investir na bolsa, nem de lustrar a estrela da sorte, nem de sentir saudade do mar. Tem gente que tem o mar em si (parodiando o Léo Nogueira que tem o mar em mim). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que nem precisa molhar o pé na beira do rio para saber de onde ele vem, de que dor, de que distância, de que terra, de que mar... (grande Nelson Motta!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que nem precisa do oceano para navegar, para mergulhar fundo e colher os submersos. Tem gente que colhe os submersos com uma palavra, ou um jeito de compor aquela canção que é e vai para sempre ser a canção recolhedora de submersos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que nem precisa das ondas, nem dos ventos, nem dos barcos, porque tem dentro da alma uma maré minguante, outra crescente, outra nova, outra cheia... Cheia de luz, raios e tempestades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que é sol, é lua, é da vida e da morte. Ora amiga, ora desarvoradamente inimiga, na inimizade leal dos desentendimentos e desenganos que estão todos prestes a cair. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que nasceu com a Primeira Estrela. Tem gente que tem um encontro marcado comigo em Oxford Street. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para Sonya Prazeres, uma das mais incríveis compositoras desse país, autora de várias canções de sucesso na voz de Ney Matogrosso, Luhli, Lucina, Zélia Duncan e outros).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-1651331527760166272?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/1651331527760166272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=1651331527760166272&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1651331527760166272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1651331527760166272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/07/tem-gente-que-nasce-com-uma-estrela-na.html' title='Sonya Prazeres'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TE7Ny1eIykI/AAAAAAAAAGk/oeJGP79Jjw8/s72-c/sonya+prazeres.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3960719537577591706</id><published>2010-07-25T19:25:00.006-03:00</published><updated>2010-07-25T19:47:58.714-03:00</updated><title type='text'>Tu</title><content type='html'>Quase não tenho fome&lt;br /&gt;longe de ti&lt;br /&gt;é outro tipo de coisa&lt;br /&gt;mas não é fome&lt;br /&gt;nem sede&lt;br /&gt;nem ansiedade&lt;br /&gt;é precisão mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, o alimento&lt;br /&gt;tu, a água pura&lt;br /&gt;tu, o benfazejo&lt;br /&gt;tu, o chá de erva&lt;br /&gt;tu, meu sexo em riste&lt;br /&gt;tu, meu corpo satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3960719537577591706?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3960719537577591706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3960719537577591706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3960719537577591706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3960719537577591706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/07/tu.html' title='Tu'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-525317975724554952</id><published>2010-07-25T00:21:00.001-03:00</published><updated>2010-08-21T07:36:05.765-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TEuxCQ_w7rI/AAAAAAAAAGc/S2nGI4n0LNw/s1600/palhaco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TEuxCQ_w7rI/AAAAAAAAAGc/S2nGI4n0LNw/s320/palhaco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497682422616092338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca me encantei com o palhaço, no entanto, sempre fui tomado de afeição e carinho pelo artista que fazia o personagem do palhaço. Enquanto o malabarista me impressionava, a trapezista me dava calafrios, o palhaço me emocionava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pela caricatura, não pela roupa extravagante, não pela pintura no rosto, não pelos tombos... Mas pelo olhar. Porque eu olhava profundamente no seu olho toda vez que chegava perto. E lá dentro, por trás da máscara de tinta, por trás da careta, eu via um artista de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um artista que para fazer a sua arte precisava ter muito mais que habilidades e treinos (como era o caso do malabarista e da trapezista), precisava ter alma de artista, precisava mergulhar na vivência humana, buscar a infância perdida daqueles olhares cúmplices da platéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim o palhaço era o verdadeiro mágico, seus tombos falsos, seus risos de ocasião, a gargalhada da platéia... Tudo aquilo fazia parte daquele menino que eu via lá dentro dos seus olhos e era esse menino que me hipnotizava, era com esse menino residente nos seus olhos que eu conversava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes em silêncio, calado, que é meu jeito de conversar com as pessoas que me emocionam. Então, para mim tanto importava como ele estava vestido ou como seu rosto estava pintado. Eu queria ver aquele menino escondido nos olhos do palhaço. E rir dele e rir com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-525317975724554952?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/525317975724554952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=525317975724554952&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/525317975724554952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/525317975724554952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/07/eu-nunca-me-encantei-com-o-palhaco-no.html' title=''/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TEuxCQ_w7rI/AAAAAAAAAGc/S2nGI4n0LNw/s72-c/palhaco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-6107404740491502843</id><published>2010-07-24T09:07:00.003-03:00</published><updated>2010-11-19T07:47:01.956-03:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TErZdW_WJ8I/AAAAAAAAAGU/91ZN4C4TUL4/s1600/saudade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TErZdW_WJ8I/AAAAAAAAAGU/91ZN4C4TUL4/s320/saudade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497445393569818562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho um querer bem grande aos distantes, amor que nasce da impossibilidade de ter algumas pessoas por perto. Amor que nasce dessa dificuldade. Amor que se mistura às palavras que atropelamos no meio do caminho de um e-mail apressado e não percebemos o estrago. Amor que nasce desse estrago, dessa cicatriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse ao vivo a gente bem ouviria o coração dizer: vai devagar com o andor, lê as letras miúdas estampadas no meu peito que diz "cuidado é frágil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim de longe, na distância que separa os setembros, a gente precisa lembrar que o silêncio distante é diferente do silêncio ao alcance da mão. O silêncio distante é um abismo. E a gente sai por aí tocando a vida, feito fome que nasce quando a boca está perto da comida. E até desiste de olhar o abismo com medo de ser tragado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lidar com o silêncio distante só escrevendo que é o meu modo estranho de aproximar a boca ao pé do ouvido. Para lidar com o silêncio distante, quando a carta não chega ou volta sem aviso de recebimento, a gente se aproxima dos que estão por perto e busca o aconchego em quem sem faz abrigo. E busca segurança em quem abre a porta e oferece café. E fica feliz, mas sente saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sofro de saudade crônica. De quem eu quero bem, de quem me faz escrever horas a fio, de quem parece entender o caminho incerto e vulnerável da poesia. Eu tenho saudade de quem me apresenta boas canções, de quem me indica um bom livro, de quem me escreve contando algo banal do seu cotidiano e consegue modificar o meu dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes uma palavra basta para acender uma luz aqui. Uma palavra que nunca mais ninguém falou. Uma só palavra... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de quem canta com o sotaque luso umas coisas brasileiríssimas e tem uma flor lilás no cabelo e um sorriso encantador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de quem adora receber as pessoas na sua cidade e arma algum encontro só pra celebrar a visita, fazendo o visitante se sentir querido ou mais querido por um dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de quem não para nunca de trabalhar e não tem tempo para quase nada, a não ser para ligar no meio de uma viagem a trabalho só para te desejar feliz aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de muita gente, e uma saudade especial de quem vai buscar a gente no aeroporto e senta no piano do restaurante do aeroporto para tocar e cantar canções. Só pela surpresa, só para fazer você se sentir especial e bem vindo na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de quem abre a sua casa e faz uma roda de poesia e música e escreve um livro de poesia que nunca mais saiu da minha cabeça e que faço questão de colocá-lo num lugar de destaque na minha estante. Ali dentro tem uns versos que me pegam na alma, e eu sei exatamente a causa, o motivo e a circunstância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de quem descobre sua sobremesa preferida e quando você chega na cidade dessa pessoa, ela leva a sobremesa num isopor até o lugar onde você está. No meio de um restaurante, no meio de um monte de gente. E daí? Não é pra ninguém entender, é pra sentir. E nunca mais esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho saudade de encontrar pessoalmente um amigo muito amigo e ficar pensando: será que vai ser muito estranho se eu me levantar agora e der um abraço? Só por abraçar mesmo, de agradecimento pelo mundo de cartas, discussões e compreensões. Discutir com pessoas inteligentes é sempre enriquecedor. Ser compreendido por elas é ainda melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eu tenho saudade, por isso escrevo. E muito, e muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-6107404740491502843?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/6107404740491502843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=6107404740491502843&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6107404740491502843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6107404740491502843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/07/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TErZdW_WJ8I/AAAAAAAAAGU/91ZN4C4TUL4/s72-c/saudade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-5264634745801702240</id><published>2010-07-24T08:42:00.005-03:00</published><updated>2010-07-24T09:05:55.047-03:00</updated><title type='text'>Um dia especial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TErTdPnfuUI/AAAAAAAAAGE/JOJ9s_QCNzk/s1600/veleiro-4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TErTdPnfuUI/AAAAAAAAAGE/JOJ9s_QCNzk/s320/veleiro-4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497438794520967490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia recebi um poema que me denunciava. Era meu retrato exposto em forma de versos. Era um retrato visto por olhos bons. Mas sendo o autor quem era, logo percebi que o poema também era letra de canção e com melodia de Alexandre Cueva e Affonso Moraes. O poema na verdade era uma canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois estive em São Paulo, e num bar lotado, os compositores foram ao palco cantar essa canção. Impossível descrever esse momento. Fiquei imóvel, mudo, numa emoção absolutamente inédita para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CHome%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt; 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color: black;"&gt;Sou um veleiro estranho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Roubo do mar seu tamanho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Pra caber na imensidão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;E, quando me sinto inteiro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Sou agulha num palheiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;No celeiro da criação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Sou um veleiro perdido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Que só encontra sentido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Quando perde a direção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Não creio na fé que sinto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;A fé é um marujo faminto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;De uma outra embarcação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Eu sou somente um veleiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Cruel, porque verdadeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;E mais fiel que um cão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Fiel a um dono tirano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Meu amigo e oceano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;A quem chamo coração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Sou um veleiro estranho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Às vezes, no mar me entranho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Pra que a solidão me banhe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;E, quando me sinto parco,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;Lembro que sou só um barco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="line-height: 14.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;"&gt;No colo da nave-mãe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CHome%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Deixou o sorriso triste na primeira esquina, a angústia no banco da  praça. Ser feliz dói?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veleiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3337776291437325490?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3337776291437325490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3337776291437325490&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3337776291437325490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3337776291437325490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2010/04/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia.'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3669296728310280594</id><published>2009-08-22T09:42:00.016-03:00</published><updated>2010-04-18T18:25:10.622-03:00</updated><title type='text'>A lição do sonho possível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/S8t4rWCbdlI/AAAAAAAAAEM/vU9LV0AxXtE/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/S8t4rWCbdlI/AAAAAAAAAEM/vU9LV0AxXtE/s320/1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461591659162334802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/So_0799CasI/AAAAAAAAAEE/nPiYRmjE0PU/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uns 4 anos atrás estive numa cidade do interior do Ceará chamada Brejo Santo. É uma cidade que fica depois de Juazeiro, Barbalha, Mauriti, já quase divisa com Pernambuco. Um amigo que era juiz numa cidade vizinha havia me convidado para passar uns dias por lá, para tomar alguns tragos e conversar sobre uns assuntos importantes, uma vez que a esposa estaria viajando e poderíamos beber até cair. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fui. Na noite da minha chegada já ficamos em Brejo Santo (uma cidade próxima da cidade que ele estava morando - Jati) para as amenidades de sempre. Rodamos pela cidade de Brejo Santo, e ele brincando dizia: “é o lugar mais desenvolvido que tem por perto”. A cidade era pequena, tinha uma rodoviária, umas lojas de comércio, um hotel municipal e uma churrascaria onde nos abancamos e ficamos a beber e a conversar sobre assuntos vários. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, já em Jati, ele tinha uma audiência pela manhã. Como fiquei com o tempo livre fui visitar a minúscula cidade do interior do Ceará onde ele exercia a jurisdição. Entrei nos botecos, olhei o artesanato local e fiquei flanando pela cidade enquanto a audiência acontecia. Caminhando por uma das ruas entrei na farmácia (a única da cidade) e fiquei conversando com a atendente de 20 e poucos anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela era morena, tinha olhos castanhos, meio amendoados, e guardava um sorriso nos gestos. Havia naquela moça uma alegria camuflada de tristeza, um jeito de quem guarda a esperança num lugar muito escondido da alma. Digo isso porque havia no seu olhar um mundo de ilusões quando me perguntou: “O senhor é da cidade grande?” Respondi que era de Fortaleza. Nesse momento ela mirou o chão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei conversando sobre o tempo, a cidade, o calor, o sertão, a chuva que não vinha e outras coisas comuns. Ela foi respondendo e me contando um pouco sobre o seu dia a dia. Era balconista da farmácia, morava com o pai viúvo, tinha 6 irmãos e 3 irmãs e todos já tinham ido para São Paulo, dizia isso com uma pontada de desprezo. Uns voltaram e ficaram em Pernambuco, dois morreram por lá, outros voltaram para Jati sem nada nas mãos ou nos bolsos, e assim foi me contando a tragédia familiar de pobreza, miséria e esperança que não deu em nada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando fiz movimento para ir embora, pois já passava do meio dia, ela disse: “Já vai? Fica mais um pouco”. Respondi afirmativamente, mas no fundo já não queria ir. Foi quando perguntei: “Você tem vontade de conhecer Fortaleza?” Ela me olhou fixamente e respondeu categórica: “Não, nunca pensei nisso, acho que não mesmo.” Fiquei surpreso. Então, perguntei: “Você tem algum sonho?”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dessa vez ela nem titubeou, não olhou para o chão, nem fez pose categórica. Disse serenamente como se saboreasse cada palavra: “Meu sonho, meu sonho mesmo, é um dia morar em Brejo Santo.” Brejo Santo, veja só. Aquela cidadezinha antes de Jati que eu havia conhecido na noite anterior... Desejei boa sorte e parti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por muito tempo pensei nessa menina, nos meus pensamentos e recordações ela ficou conhecida como a menina do sonho possível. Com ela aprendi uma lição que carrego até hoje: o melhor sonho é aquele que está quase ao alcance da mão, ali bem perto e que a gente pensa muito antes de dar o primeiro passo. Como a distância breve entre Jati e Brejo Santo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, passei a desejar, a esperar e a sonhar com o que está bem próximo de mim, quase ao alcance da mão, porque sonho, sonho mesmo, é o que a gente vai conquistar, mais cedo ou mais tarde, o resto é delírio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que a menina do sonho possível já está morando em Brejo Santo? Desconfio que sim. Se duvidar deve ser a gerente da maior farmácia da cidade dos seus sonhos: Brejo Santo. Que Deus a proteja, para sempre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3669296728310280594?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3669296728310280594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3669296728310280594&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3669296728310280594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3669296728310280594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2009/08/ha-uns-4-anos-atras-estive-numa-cidade.html' title='A lição do sonho possível'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/S8t4rWCbdlI/AAAAAAAAAEM/vU9LV0AxXtE/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-702891756901590815</id><published>2009-08-15T08:53:00.004-03:00</published><updated>2010-04-18T18:34:09.670-03:00</updated><title type='text'>Pequenos vestígios de amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SoaiIeIniEI/AAAAAAAAADs/wGZB0FB4FI4/s1600-h/banco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370157872097757250" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 320px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SoaiIeIniEI/AAAAAAAAADs/wGZB0FB4FI4/s320/banco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Um cheiro ficou pelo quarto&lt;br /&gt;Era do amor que se despedia&lt;br /&gt;Na moldura do porta-retratos&lt;br /&gt;Não ficou nem uma fotografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No armário o espaço aberto&lt;br /&gt;O lugar onde as roupas ficavam&lt;br /&gt;Agora parece um deserto&lt;br /&gt;Que ronda meu peito e lábios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrança colhida em pedaços&lt;br /&gt;Sementes que a vida plantou&lt;br /&gt;Guardei em mim teus abraços&lt;br /&gt;Pequenos vestígios de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa ainda está posta&lt;br /&gt;Regalos da noite passada&lt;br /&gt;Carinho e desejo em compotas&lt;br /&gt;Vinho e uma taça quebrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cópia da chave da porta&lt;br /&gt;Esquecida no canto da pia&lt;br /&gt;É como saudade que corta&lt;br /&gt;E dói em silêncio sem anestesia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sergio-Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-702891756901590815?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/702891756901590815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=702891756901590815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/702891756901590815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/702891756901590815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2009/08/pequenos-vestigios-de-amor.html' title='Pequenos vestígios de amor'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SoaiIeIniEI/AAAAAAAAADs/wGZB0FB4FI4/s72-c/banco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-2259319851772775638</id><published>2009-08-09T10:13:00.007-03:00</published><updated>2009-08-09T11:32:53.374-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/Sn7dd20jLyI/AAAAAAAAAC0/PN0-s_RvkPw/s1600-h/DSCF0035.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/Sn7dd20jLyI/AAAAAAAAAC0/PN0-s_RvkPw/s200/DSCF0035.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367971310874079010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;foto Av. Dom Luiz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos ser sinceros. Ninguém, eu disse ninguém, consegue saber com desenvoltura onde fica a Rua Marcos Macedo em Fortaleza. Já assumi publicamente minha incapacidade de entender onde essa rua se localiza e até que não sou ruim de orientação, mas a Rua Marcos Macedo me tira do sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Andando de carro pela cidade eu passo por ela, da janela vejo a placa: Rua Marcos Macedo. De repente, 2 horas depois, resolvendo coisas pela cidade olho de novo e vejo o nome: Rua Marcos Macedo. Como assim? Ela não tinha ficado lá atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas ruas são assim, têm o dom de irritar a gente. Parece que elas é que estão em movimento no mapa da cidade, ficam trançando nosso caminho a ponto de enlouquecer qualquer GPS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, cansado desse baile de logradouros do qual participo mesmo sem querer participar, fui investigar a vida dessas ruas, a origem, o que fizeram no passado para se tornarem o que hoje são. Quem são essas ruas com nomes compostos de pessoas que desconheço e que nos atormentam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo desse pressuposto básico que algumas ruas de Fortaleza se movem pesquisei e descobri algumas particularidades sobre a Rua Marcos Macedo. Passo agora a revelar a vida, a obra e a desgraça da Marcos Macedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rua Marcos Macedo era uma criança feliz. Alegre, saltitante e sorridente. Mas tinha uma prima linda, exuberante, cheia de graça e gracejos chamada Prof. Dias da Rocha. A beleza e carisma da prima a irritavam profundamente, mas pensava na sua meninice: um dia essa loura vai se dar mal, hei de ver essa filhinha de papai com o nome sujo no SPC, ou quem sabe estrelando um episódio de nas garras da patrulha. E sendo entrevistada pelo Eli Aguiar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da inveja da prima, a Dias da Rocha crescia feliz. Como não era boba, casou com um senador e foi morar do ladinho dele. Mas mulher moderna que era, não quis muito encosto, exigiu logo uma casa separada do Senador. Nada de muita intimidade, dizia. Tempos modernos meu rei, tempos modernos. Dizia e sorria na loirice encantadora de sua beleza.  Resultado: fincou moradia ali, na primeira rua paralela à Avenida do Senador Virgílio Távora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomada de ódio da prima a Marcos Macedo fez de tudo pra destruir esse casamento. Pediu ajuda aos anjos e santos, mas nada acontecia. A prima Dias da Rocha continuava feliz, vivendo pertinho do seu marido, ali, no paralelo em região nobre da cidade, para desespero da prima Marcos Macedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiludida, cansada e já bem envelhecida de ódio e inveja, um belo dia a Marcos Macedo tropeçou com um alto representante da Igreja. Pediu socorro, pediu clemência. Luiz era o seu nome, mas gostava de ser chamado de Dom. Foi assim que Dom Luiz, acolheu a Marcos Macedo com sua imensa generosidade e disse: vem morar comigo, esquece tua prima, dar-te-ei casa, comida e moradia pertinho de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse passo, envelhecida e marcada pela inveja, porque a inveja marca feito tatuagem na alma da pessoa, a Marcos Macedo foi parar ali, pertinho da Dom Luiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como ainda resistia uma fagulha de inveja, a inveja sempre resiste, antes de morrer a Marcos Macedo pediu: quero ser uma rua paralela a tua, meu Dom, igualzinha a minha prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, a Marcos Macedo passou a residir ali, na primeira rua paralela à Dom Luiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim é a história dessas ruas, cheia de enredos, tramas, ódios, vinganças. E claro, como convém às primas, muita inveja. Sabendo de tudo isso nunca mais me perdi na cidade, agora sei direitinho onde fica a Dias da Rocha e a Marcos Macedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veleiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-2259319851772775638?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/2259319851772775638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=2259319851772775638&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2259319851772775638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2259319851772775638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2009/08/vamos-ser-sinceros.html' title=''/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/Sn7dd20jLyI/AAAAAAAAAC0/PN0-s_RvkPw/s72-c/DSCF0035.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-5783793932880725235</id><published>2009-07-03T10:32:00.004-03:00</published><updated>2010-07-31T06:46:37.944-03:00</updated><title type='text'>Zé Renato em Fortaleza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/Sk4Iie7wEWI/AAAAAAAAADc/7SCgBFYGyHE/s1600-h/zÃ©+renato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354226395502350690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/Sk4Iie7wEWI/AAAAAAAAADc/7SCgBFYGyHE/s320/z%C3%A9+renato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só quem já foi no clube BNB pode saber como é o local, impossível descrever aquela arquitetura antiga, aqueles lustres da década de 70 empoeirados e esquecidos, mesas dispostas na frente do palco num salão grande com direito a laterais e colunas e colunas atrapalhando a visão do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei numa mesa lá atrás, longe dos detalhes do palco, mas pelo menos nada de coluna na minha frente. O som que não estava lá essas coisas também não conseguiu atrapalhar a beleza da noite. Enquanto o Marcos Caffé cantava comentei na mesa que merecia um som melhor, mas em compensação a voz precisa do Zé Renato que tudo transforma haveria de transformar aquele som disforme em algo possível e real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga do Recife que estava com a gente na mesa comentou que era muita coincidência descobrir o show do Zé Renato em Fortaleza logo no final de semana que ela estava aqui de passagem, e eu com meus botões pensei quantos anos separavam a noite de ontem com a última vez que o Zé Renato aqui esteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Zé Renato sobe ao palco e começa a cantar. O som que estava muito ruim com o Marcos Caffé de repente melhora consideravelmente com o timbre suave e preciso do Zé... sem pressa, sem engasgos ele dispara a cantar: "estou amando loucamente a namorandinha de um amigo meu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a noite começa. Suspensão, silêncio e suspiros. A voz, o carisma, a doçura do intérprete, ali no palco, muito bem acompanhado no palco por Castilho e Romulo Gomes, nosso amigo m musical Romulo Gomes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre jovem guarda e grandes sucessos de sua carreira a noite avança, vixe como tem Zé ! É o Zé cantando Zé Ketti e Jackson do Pandeiro. Zé cantando todas as canções possíveis de seu repertório construído com todo cuidado, com muito cuidado por tantos anos e anos, sempre fiel ao seu bom gosto musical, fiel à sua competente verve de compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão bonito, tão bonito o moço cantando coração de papel. "Se você pensa que meu coração é de papel, não vá pensando pois não é..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é não Zé, não é. Tanto que a saudade apertou quando você cantou aquele velho e gostoso samba do grande amor... e eu me levantei atrás da tua irmã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, verdade. Nessa hora fui atrás de memeca pelo clube, entre mesas brancas e salão escuro eu procurava a pequena, a pequena responsável pela produção do show e pelo meu bem querer, mas ela sumiu... Mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo hoje que não tenho mais a pedra no meu peito, sou bom sujeito, não carrego mais andor, e acho graça COM o grande amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe vejo, no compasso do samba buarqueano na voz do Zé que é quase Chico no quesito unanimidade, vou ao encontro dela: memeca! E beijos e abraços apertados como deve ser, como vai sempre ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volto para a minha mesa feliz e feliz e feliz com o abraço da irmã enquanto no palco o Zé já se prepara para mais uma canção de arrebatar o coração, de quem tem coração e para que tem no coração aquela flor preciosa que mora no alto da colina chamada amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco o show avança com o Romulo Gomes fazendo uma bela participação no vocal e o show já quase se anuncia o final... ahhhhhhhh faz o público ávido de mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes disso, bem antes, o ponto alto do show foi sem dúvida quando de repente, não mais que de repente, entre uma e outra jovem guarda, o moço do palco resolve surpreender e cantar uma bem antiga... nas primeiras notas a lembrança real, incrivelmente real do lp da novela Roque Santeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele lá cantando tepidamente as minhas recordações musicais: "vê quantas voltas tem que dar o amor... Jogou o laço e se prendeu, o inesperado aconteceu, a vez da caça e a hora do caçador."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser você! vai ser você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mesas e corações o arrepio na alma. E um coro emocionado cantando baixinho: "vai ser você!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda letra, linda melodia, linda canção que me acompanhou por anos e anos no lp da novela Roque Santeiro (o segundo), a platéia já rendida e na palma da mão. Daí em diante ele pode cantar até axé ou funk com a platéia completamente domesticada à luz embriagadora da beleza dessa canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do show, depois do bis e bis. Ainda em estado de graça e feliz volto pra realidade e pra saudade de bons shows como esse aqui em Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-5783793932880725235?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/5783793932880725235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=5783793932880725235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5783793932880725235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5783793932880725235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2009/07/so-quem-ja-foi-no-clube-bnb-pode-saber.html' title='Zé Renato em Fortaleza'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/Sk4Iie7wEWI/AAAAAAAAADc/7SCgBFYGyHE/s72-c/z%C3%A9+renato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3180137155958843533</id><published>2009-05-08T08:40:00.004-03:00</published><updated>2009-05-08T09:01:30.230-03:00</updated><title type='text'>Pedido</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SgQbpOOqt8I/AAAAAAAAADU/hzLflURws_4/s1600-h/cartas-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333418253721712578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SgQbpOOqt8I/AAAAAAAAADU/hzLflURws_4/s320/cartas-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando bater a saudade&lt;br /&gt;Escreve&lt;br /&gt;Escreve uma carta&lt;br /&gt;Um bilhete&lt;br /&gt;Um recado&lt;br /&gt;Um e-mail&lt;br /&gt;Um desaforo&lt;br /&gt;Um destempero&lt;br /&gt;Um desconsolo&lt;br /&gt;Um desespero&lt;br /&gt;Escreve um poema&lt;br /&gt;Um soneto, uma valsa&lt;br /&gt;Um versinho que seja&lt;br /&gt;Meia palavra&lt;br /&gt;Meia palavra já basta&lt;br /&gt;Escreve uma vírgula&lt;br /&gt;Dois pontos, três pontos&lt;br /&gt;Umas exclamações!!!&lt;br /&gt;- sinto tanta falta das tuas exclamações...&lt;br /&gt;O ponto final não escreve não&lt;br /&gt;Não quero&lt;br /&gt;Deixa o ponto final para o final dos tempos&lt;br /&gt;Escreve, vai&lt;br /&gt;Num papel de pão&lt;br /&gt;Num pedaço de jornal&lt;br /&gt;Num computador qualquer&lt;br /&gt;Quando bater a saudade&lt;br /&gt;Não deixa passar&lt;br /&gt;A vida é breve&lt;br /&gt;O amor é breve&lt;br /&gt;A saudade é breve&lt;br /&gt;Mas a palavra não. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sergio-Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3180137155958843533?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3180137155958843533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3180137155958843533&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3180137155958843533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3180137155958843533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2009/05/pedido.html' title='Pedido'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SgQbpOOqt8I/AAAAAAAAADU/hzLflURws_4/s72-c/cartas-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-6143406308676301913</id><published>2009-05-01T19:59:00.016-03:00</published><updated>2009-05-01T20:47:24.759-03:00</updated><title type='text'>No mundo dos movimentos: o silêncio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfuF3P5KDaI/AAAAAAAAAC0/ljOriQzU1G0/s1600-h/346.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331001768128679330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfuF3P5KDaI/AAAAAAAAAC0/ljOriQzU1G0/s320/346.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De quantas verdades precisamos para viver? Quantas são as mentiras realmente necessárias? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda não encontrei respostas, mas me pergunto todo dia como é conviver com a dialética da verdade e da mentira. Por que somos tão suscetíveis às pequenas e breves verdades do cotidiano? Somos ou não somos feitos de barro? Parece que não. Ou pelo menos para alguns esse barro é delicado demais, um sopro de sinceridade e o mundo vai ao chão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ultimamente ando mais impaciente com essa coisa da mentira social, a pequena e suave mentira para manter as relações sociais vivas. E olha que um ariano impaciente já é uma completa redundância. Mas a vida segue e nem sempre é possível agir como a natureza manda. Sim, eu controlo minha natureza. Nem sempre consigo, mas tento. E quando não consigo, tomo café. O café me deixa mais quieto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada me desarma mais do que a verdade. Tudo vai embora diante da verdade. Raiva, desapontamento, mágoa, indignação. Qualquer desentendimento se resolve diante da verdade. Não sei explicar a origem disso, só sei que comigo é assim. Talvez pelo estado de fragilidade que o outro se coloca quando resolve contar a verdade. Acho que desperta em mim um sentimento quase paterno de acolhimento. Mas de repente, muitas vezes sem necessidade alguma, lá vem a mentira toda sorrateira...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho uma idéia que um dia ainda coloco em prática de forma irreversível. É simples como água. Não me pergunte nada que não esteja preparado para ouvir a resposta. Vai que eu estou naqueles dias de ariano e resolvo responder de forma objetiva e clara... Não confundir com grosseria. Em ocasiões que a verdade poderá causar constrangimentos ou mágoas eu prefiro a melhor atitude que já inventaram no mundo dos movimentos: o silêncio. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-6143406308676301913?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/6143406308676301913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=6143406308676301913&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6143406308676301913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6143406308676301913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2009/05/no-mundo-dos-movimentos-o-silencio.html' title='No mundo dos movimentos: o silêncio'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfuF3P5KDaI/AAAAAAAAAC0/ljOriQzU1G0/s72-c/346.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3721547061681979523</id><published>2008-12-18T10:43:00.002-03:00</published><updated>2009-05-01T21:53:58.757-03:00</updated><title type='text'>A arte de voltar - show do Marcos Sacramento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfuZnkn1eUI/AAAAAAAAAC8/5Yc2qppOm70/s1600-h/memoravel009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331023489047820610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfuZnkn1eUI/AAAAAAAAAC8/5Yc2qppOm70/s320/memoravel009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do show cancelado, Marcos Sacramento volta à Fortaleza e faz um estupendo show. Sim, não dá pra dizer que foi um show comum com início, meio e fim. Foi um show completo, pontuado pelo medo e a emoção. Como seria a reação do público? Como seria a primeira canção e a primeira vez que ele encararia talvez o mesmo público de antes? E se o som resolvesse de novo pifar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que tudo isso passou pela cabeça do cantor porque no burburinho da platéia havia essa interrogação: e se...? Mas o que se sentia, entre os convidados para esse retorno, não era a dúvida do dissabor, era a certeza de que dessa vez tudo seria diferente. Mesmo que o teatro tombasse e a iluminação sumisse e o som desaparecesse. Tudo seria diferente. E foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falei teatro? Sim, dessa vez o show foi no teatro do Dragão do Mar e não no anfiteatro, espaço aberto sujeito às intempéries da natureza. Com o espaço fechado, ar condicionado e o jogo de luzes contando a história do show, tudo ganhou uma nova dimensão. Uma crônica contada em versos, música e cantoria. Um enredo conduzido por um narrador seguro e consciente de seu papel de comandante. De seu rosto percebia-se aos poucos a máscara da preocupação cair, e o semblante foi ficando, ao passar de cada canção, mais sereno. Em um determinado momento disse: "alguns aqui sabem como esse show é importante para mim". E era sim. E ele levou a sério essa coisa de retornar ao lugar de antes e reconstruir o que ficou pra trás. Poderia ter seguido adiante, tantos não fazem assim? Mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quis que fosse diferente. Que aquele mesmo público que voltou para casa carregando no bolso o desolamento do último show voltasse agora com o corpo e a alma cheia de alguma coisa maior, que não se diz o nome, mas que se sente. E sentindo, até pode em palavras vulgares, dizer por aí: sabe, ontem no show do Marcos Sacramento, eu fui feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem esperava, mas ele queria tanto que ela, a felicidade, voltasse com a gente, que ela, tinhosa como sempre foi, cedeu. E voltou. Voltou com cada um que ali esteve. Reconheci isso no rosto dos cúmplices na saída do teatro. Na saída, revi dois amigos que foram conferir o show depois do burburinho da última apresentação. Eles disseram: você viu? Como incrédulos ao que foi apresentado na narrativa das luzes, no ambiente no palco, na sonoridade dos músicos. Que violões! Que pandeiro! Que enredo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o narrador lá, cantando como sempre cantou, totalmente envolvido com a narrativa de seus personagens. Aqui e ali um agradecimento à platéia que às vezes esquecia de parar de bater palmas como aconteceu depois que ele cantou A Rosa (do Chico Buarque) ou Vela no breu ( do Paulinho da Viola e Sergio Natureza), talvez esta, a música mais aplaudida. Pela letra, pela canção, pela interpretação do Marcos Sacramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, no bis, a apoteose da canção do Herivelto Martins dizendo "vestido de seda, capote de forro, civilizarei o morro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é bem assim, não foi dizendo, deixa eu corrigir... in-ter-pre-tan- do. Um cantor-ator no palco. Um cantor que sabe a diferença entre cantar e interpretar. E faz os dois, quando quer e bem quer para delírio e surpresa da platéia. Ora junto, ora separado, o ator e o cantor se misturaram. Na medida certa, sem exageros ou caricaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu posso dizer para concluir esse relato sobre o show do Marcos Sacramento é que foi um show único. Sim, essa palavra define tudo. Sabe quando você ouve alguém cantar e sabe na hora quem é aquele artista? É assim, no estilo, no jeito, na escolha do repertório, na interpretação. Tudo ali é autêntico e único. E essa é sua maior virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3721547061681979523?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3721547061681979523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3721547061681979523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3721547061681979523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3721547061681979523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/12/arte-de-voltar-show-do-marcos_18.html' title='A arte de voltar - show do Marcos Sacramento'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfuZnkn1eUI/AAAAAAAAAC8/5Yc2qppOm70/s72-c/memoravel009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4063245969971667860</id><published>2008-11-23T18:53:00.003-03:00</published><updated>2009-05-01T22:00:02.803-03:00</updated><title type='text'>A 4 Vozes, Fred Martins e... Rubi</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfubCf73e9I/AAAAAAAAADE/gUqf8R_RlHA/s1600-h/a+4+vozes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331025051157756882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfubCf73e9I/AAAAAAAAADE/gUqf8R_RlHA/s320/a+4+vozes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não posso deixar de registrar o show de ontem das meninas do A 4 vozes no BNB - Fortaleza. Caramba, que coisa impressionante! Um espetáculo estético, musical, emocional. Quando a matriarca subiu ao palco e cantou com as filhas/neta foi algo assombroso de tão bonito. E a beleza das meninas, a vivacidade na interpretação de cada canção, tudo muito divino e maravilhoso, como diria o Caê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes delas o Fred Martins fez mais uma apresentação. Outra bela apresentação do Fred que já tinha se apresentado no centro cultural do BNB na semana passada. Mas claro, o surpreendente da noite foi mais uma vez... o Rubi. Um espetáculo a apresentação desse rapaz. A força do canto, a força da voz, do corpo, essa coisa toda é algo que nos transporta para uma outra dimensão. Quando ele desceu do palco para cantar a capella foi muito envolvente, como se ele quisesse abraçar todos ali cantando: "se perder pra diante, atrás é jardim, se perder pra diante, atrás é jardim... o aprendizado do amor..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aplaudidíssimo. Recebeu da platéia em doses imensas tudo que nos ofereceu lá de cima do palco: muita energia boa, muita emoção, muita felicidade de estar ali dividindo com ele aquele momento. A impressão que ele passa cantando é que cada apresentação é única e última. Como se fosse pela última vez, como se estivesse se despedindo e se reconstruindo para uma próxima aproximação. Quem nunca tinha visto ficou em estado de choque. Como se precisasse de tempo, tempo, tempo para cuidar da boa semente que ele deixou plantada ali no coração de cada um dos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do show, um dedo de prosa, e a gentileza do artista se confundindo com o que há de mais humano: a generosidade, o abraço apertado a cada um que chegava e a certeza de que tudo pode estar no centro do seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite memorável. Uma amiga já indo embora disse: "estou com a impressão de que estou deixando algo." E estava. Estava deixando um pedaço da alma grudada no abraço forte e sincero do Rubi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4063245969971667860?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4063245969971667860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4063245969971667860&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4063245969971667860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4063245969971667860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/11/4-vozes-fred-martins-e-rubi.html' title='A 4 Vozes, Fred Martins e... Rubi'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SfubCf73e9I/AAAAAAAAADE/gUqf8R_RlHA/s72-c/a+4+vozes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4588292061887898448</id><published>2008-10-27T22:10:00.005-03:00</published><updated>2008-11-03T20:21:51.616-03:00</updated><title type='text'>Quando Clara Nunes morreu...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SQZo5V5dUCI/AAAAAAAAACc/4VUX9kAQpas/s1600-h/clara2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262008548968976418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SQZo5V5dUCI/AAAAAAAAACc/4VUX9kAQpas/s320/clara2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Clara Nunes morreu todos nós morremos um pouco. Clara, Clarinha, Claridade. Clara Nunes iluminava aquela casa nos anos 70 e início dos anos 80 aqui em Fortaleza. Reinava absoluta. Minha mãe a ouvia com verdadeira devoção cantando Cartola, Dolores, Candeia, Nelson Cavaquinho, Antônio Maria, Elton Medeiros e tantos e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara enfeitava aquela casa com as cores mais inesperadas. Sombria, irradiante, fugidia, violeira, apaixonada, ensandecida, desarvorada, feliz, feliz, feliz. E só. A solidão de Clara cantando era coisa que me impressionava. Só no meio do salão. Só nas águas do mar. Só com seu realejo no jardim da solidão. Só com seu povo do morro, das gerais e da favela. Só no meio da feira gritando: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“ê banana ouro, ê banana prata”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Só, mastigando palavra por palavra aquele forró do Sivuca que para mim é o mais bonito de todos: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“moleque, sai daqui, me deixa trabalhar”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo somos todos sozinhos, minha mãe era só naquele momento em que ouvia Clara Nunes. Perdia-se em pensamentos com um sorriso no rosto ouvindo Clara desabafar cheia de esperanças: “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por isso agora vou viver cantando/ porque chorando/ secou quase todo o meu pranto/ eu sei bem que mereço/ mas não esperava tanto...”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Sim, ninguém esperava tanto. Eu mesmo que aprendi a esperar esperando não esperava tanta tristeza naquele dia 02 de abril de 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa ficou em luto. De certa forma a morte de Clara revelou pela primeira vez o peso da morte na nossa família. Meu pai ficou circunspecto, monossilábico naquele sábado que era geralmente o seu dia de abrir sorrisos. Minha mãe nada dizia. Fechou-se em sua solidão e como quem não acreditava na imagem anunciada da televisão saiu da sala e foi pegar os lps. Separou cada um com muito cuidado, retirou-lhes de cima uma poeira imaginária e os lambeu vigorosamente com os olhos. Não disse uma palavra sequer. Sentada na cadeira de balanço embalou Clara como se fosse sua irmã. A irmã que nunca tivera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorava mudamente e ninguém tinha coragem de interromper aquele instante, nem sequer para consolá-la. Mamãe não queria consolo, não queria a tristeza de nossos olhos cúmplices, não queria nenhuma compreensão que de pouco adiantaria. Ela queria Clara de volta. Era só isso que ela queria. Desde a internação até o dia de sua morte, mamãe só queria Clara de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ouviu ali mesmo, naquela cadeira de balanço, cada lp. Um a um. Ouvia tudo em silêncio, um silêncio tão doído que nunca mais me saiu da cabeça aquela imagem. Algumas vezes ela encostava a cabeça no espaldar da cadeira e soluçava, ouvindo Clara entoar: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“quero recordar aquela velha casa/ quantas flores no meu jardim.../ quero recordar, não importam essas lágrimas/ às vezes faz bem chorar.”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; E tal como na canção, mamãe chorava. Por ela. Pelas recordações que Clara lhe enviava nas suas canções. Pela irmandade que havia entre aquelas mulheres órfãs que tiveram de enfrentar a vida muito cedo. Clara como operária na fábrica de tecidos, mamãe como secretária num colégio de padres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite veio e de madrugada, já deitado, ouvi meu pai chamando minha mãe. Era a primeira vez que alguém lhe dirigia a palavra. Não ouvi sua resposta, mas vi papai passar sozinho para o quarto. Com a porta fechada ainda dava para ouvir o som da sala onde ficava a radiola. Pensei em ir lá, mas o que dizer? Não saberia dizer nada diante de seus olhos verdes cheios de lágrimas silenciosas. Apurei um pouco a audição na escuridão do quarto e ouvi Clara cantar: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dei um aperto de saudade no meu tamborim/ molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas/ dei o meu tempo de espera para a marcação/ e cantei a minha vida na avenida sem empolgação/ Vai manter a tradição, vai meu bloco tristeza e pé no chão.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento me encolhi todo. Sentado que estava de um pulo voltei pra cama. Abrir aquela porta era quebrar o tempo de espera, o tempo de desacerto, o tempo de descompasso entre a despedida de Clara e a dor de mamãe. Tentei dormir, mas era inútil. Eu que sempre fui apaixonado por música ficava do lado de dentro do quarto esperando a próxima música. Eu não sabia, mas esperar a próxima música era da minha natureza. Até hoje ainda é. Tentava adivinhar qual seria a próxima canção ouvindo os primeiros acordes ou no silêncio do momento em que mamãe tirava um disco e colocava outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, naquela noite de tantos significados, consegui identificar a música preferida de cada lp. Ao trocar o disco ela guiava a agulha para uma canção que nem sempre era a primeira do lado A. Muitas vezes era a quarta ou quinta do lado B. E depois ouvia repetidamente a mesma canção, várias e várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lp Claridade sei que “O sofrimento de quem ama” era uma das mais tocadas. Era a primeira que ela escolhia e dizia assim: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“os meus olhos vertem lágrimas/ meu coração arde em chamas/ ai como é doloroso o sofrimento de quem ama/ a minha alma reclama/ sinto meu coração pelo ardor das chamas dilacerar/ por uma fingida mulher que não sabe/ que não sabe amar...”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Depois ela ouvia Tudo na Vida é Ilusão e Juízo Final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lp Canto das três raças, Ai quem me dera, uma valsa linda do Vinícius: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“ai quem me dera ouvir o nunca mais/ dizer que a vida vai ser sempre assim/ e finda a espera ouvir na primavera/ alguém chamar por mim...”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Logo em seguida ela escolhia Lama, do Mauro Duarte. Depois surgia Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito com Tenha Paciência e, depois, Canto das três raças do Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite passou veloz. Por baixo da porta eu sentia que o dia já estava amanhecendo. Vinha uma pontinha de claridade e o som da voz de Clara no lp mais festejado por mamãe que tinha curiosamente o nome mais bonito de toda a língua portuguesa: Esperança, de 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe ouvia esse lp repetidamente, todas as canções. Todas mesmo. Suspeito que foi através dele que mamãe renasceu naquela noite e se banhou de manjericão, como dizia a primeira música do lp “Banho de Manjericão” do Paulo César Pinheiro e João Nogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que abri a porta do quarto quando esse lp já estava tocando pela quarta ou quinta vez. A música que estava tocando era Obsessão (Mirabeau e Milton de Oliveira) uma música linda que dizia assim: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“você roubou meu sossego/ você roubou minha paz/ com você vivo a sofrer/ sem você vou sofrer muito mais..&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.” Depois vinha Linha do Mar do Paulinho da Viola e Apenas Um Adeus do Paulinho Diniz. Quando o disco chegou na música do Candeia e Jaime, chamada Minha Gente no Morro, eu não agüentei. Chorei do alto dos meus 10 anos de idade. E ainda hoje é uma música que me emociona profundamente: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“ontem estive no morro e voltei chorando/ morro sem malandro que já tem senhor/ vejam só! / Disseram que compraram o morro/ estão derrubando barracos de zinco/ estão se acabando/ pra morar no morro tem que ser doutor...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu não sabia, meu pai não sabia, meus irmãos tampouco sabiam que mamãe havia se reinventado a partir do repertório de Clara. Clara cantava o que mamãe sentia ou pensava ou queria sentir ou não sentia ainda, mas gostava tanto que passava a sentir. E por isso, a morte de Clara representou uma pequena morte de mamãe. Nesse momento foi quando me dei conta que viver é morrer um pouquinho todo dia, é ir se deixando aos poucos nas pessoas, nas coisas, nos gestos, nas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro mamãe morreu naquele dia 02 de abril, e quando o dia estava amanhecendo, como sempre acontece, ela foi se ressuscitando. &lt;strong&gt;Velou a noite inteira o seu próprio corpo e amanheceu, por conta de Clara, mais viva que antes.&lt;/strong&gt; Olhando de lado, me viu encostado no canto da porta chorando por conta daquela emoção que a música me trazia, por causa dela sentada ali naquela cadeira a noite toda, por conta de Clara ter ido embora tão cedo e de uma forma tão banal. Naquela noite eu fui cúmplice e a meu modo velei o corpo de Clara e o corpo de mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família foi acordando aos poucos. Nessa hora ouvíamos bem alto Abrigo de Vagabundo do Adoniran Barbosa. Já não mais chorávamos. Ouvíamos cúmplices os versos: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“minha maloca a mais linda que eu já vi/ hoje está legalizada ninguém pode demolir/ minha maloca a mais linda desse mundo/ ofereço aos vagabundos que não têm onde dormir...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje ainda ouvimos Clara, eu aqui na minha casa e ela lá na mesma casa de sempre. Dia desses soube que ela mandou consertar a radiola e ouviu todos os lps da Clara numa só tacada. Liguei pra confirmar e ela confirmou. Quando estamos juntos e toca uma música da Clara, ela me dá uma olhada com aqueles dois olhos verdes e parece que o tempo não passou e eu ainda sou aquele menino que se emociona ouvindo música.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Sergio-Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4588292061887898448?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4588292061887898448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4588292061887898448&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4588292061887898448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4588292061887898448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/10/quando-clara-nunes-morreu.html' title='&lt;strong&gt;Quando Clara Nunes morreu...&lt;/strong&gt;'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SQZo5V5dUCI/AAAAAAAAACc/4VUX9kAQpas/s72-c/clara2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3900173588926233834</id><published>2008-10-06T19:43:00.005-03:00</published><updated>2009-05-01T22:03:29.680-03:00</updated><title type='text'>ir ao cinema no Iguatemi... que dureza!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/Sfubn25xDVI/AAAAAAAAADM/mv099Rn9jNc/s1600-h/fila+de+cinema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331025692978122066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/Sfubn25xDVI/AAAAAAAAADM/mv099Rn9jNc/s320/fila+de+cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Algumas coisas eu não entendo, não entendo, não entendo e não entendo. E isso para um sujeito racional e sistemático é quase uma agressão. Por exemplo. Eu não entendo como o cinema do Iguatemi pode desrespeitar tanto o consumidor e ninguém dizer ou fazer absolutamente nada. Não entendo porque você tem que ficar 40 a 50 minutos em pé na fila do cinema Multiplex do iguatemi para comprar um mísero ingresso para assistir a um filme. É inaceitável nos dias de hoje você sair de casa para ir ao cinema e saber que vai ficar cerca de 50 minutos em pé numa fila como se estivesse pedindo um grande favor ao shopping, ao dono do cinema, a seja lá quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente fiquei 50 minutos na fila (mais uma vez!) para comprar um ingresso no cinema do Iguatemi (Multiplex). Motivo? Só havia dois caixas funcionando, sendo que um era para dar prioridade a idosos, gestantes e etc. Ou seja, a fila imensa e só um atendente. É desesperador. Você olha para o relógio e vê que o filme está perto de começar e nada da fila andar. Aceita cartão de crédito e débito na bilheteria, então já viu, passa cartão, dá erro, passa de novo, imprime, assina, digita a senha... E a multidão na fila feito gado à espera de que mesmo? Ah, o filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir ao cinema hoje virou teste de paciência. Dessa última vez, além dos 50 minutos em pé na fila ainda aconteceu um fato novo. Fui para outra fila, a da pipoca (mais uma fila!). Ao ser atendido a moça informa: não tem coca cola, senhor, não tem refrigerante, está em falta. E mais não disse. Nessa hora você sente um idiota por ter saído de casa. Hoje não é meu dia, pensei. Mas insisti, desci, comprei refrigerante, subi, comprei pipoca e enfim... o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar na história do filme, claro, duas moças chegam atrasadas e começam a conversar como se estivessem no puleiro de suas casas. Ai, ai... Penso que elas poderiam morrer engasgadas com as suas pipocas, seria tão bom... Mas se eu não matei as pessoas na fila, a moça da bilheteria e a moça que avisou: não tem coca-cola, senhor, não poderia matar essas duas. Não primeiro que as outras. É preciso respeitar a fila!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troco de lugar. Respiro aliviado: ninguém sentado à frente. O filme (re)começa, o filme se arrasta, o filme termina. Sim, eu não devia ter ido ao cinema. Se não fosse a companhia agradável, sempre é bom estar bem acompanhado, eu juraria nunca mais voltar ao Multiplex do Iguatemi. Mas... quem resiste a um bom filme no cinema? Aquele cheirinho de pipoca e coca cola (zero cal, por favor) por perto? E comer ameindoim com chocolate entre um e outro gole de coca cola (zero cal, por favor). Hummm... tão bom, tão bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ir ao cinema é loteria e eu não tenho tido muita sorte nesse tipo de aposta, quem sabe se eu jogar na megasena a coisa não muda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Qual filme eu vi? Tormenta de lágrimas, lágrimas das tormentas...algo assim. Richard Gere e Diane Lane. Lindos atores interpretando um texto horrível de tão clichê e repetido. Desrecomendo! Esse não vale nem em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Tentei comprar ingresso virtualmente. O cadastro é tão invasivo que recuei. Pediu CPF, RG, nome do pai, nome da mãe, endereço completo, telefone, número do cartão de crédito, dígitos de segurança, etc. Só faltou mesmo a senha do banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3900173588926233834?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3900173588926233834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3900173588926233834&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3900173588926233834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3900173588926233834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/10/ir-ao-cinema-no-iguatemi-que-dureza.html' title='ir ao cinema no Iguatemi... que dureza!'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/Sfubn25xDVI/AAAAAAAAADM/mv099Rn9jNc/s72-c/fila+de+cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-9063700430007168951</id><published>2008-09-10T22:39:00.004-03:00</published><updated>2008-09-10T23:22:38.733-03:00</updated><title type='text'>E a paixão pelos livros é eterna...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SMh7HI8x26I/AAAAAAAAACM/JJHU7Mm8RSI/s1600-h/DSC00388.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SMh7HI8x26I/AAAAAAAAACM/JJHU7Mm8RSI/s320/DSC00388.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244577128664652706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira paixão sempre foi literária. A música veio depois, muito depois. Primeiro veio o verso. Depois a prosa, o livro, os rascunhos, os pedaços de papel escondidos debaixo da cama, anotações de um diário imaginário. Adiantando no tempo vieram enfim as cartas. Correspondências trocadas com uma infinidade de pessoas que eu nunca cheguei a conhecer. Guardo até hoje essas correspondências juvenis, amizades que nasceram através da palavra. Palavras que me rodeavam e me descreviam enquanto eu tentava entender o mundo e as coisas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o fascínio pelo livro, pela palavra escrita, sempre andou por perto, e até hoje ainda viajo para vasculhar os sebos das cidades e me divirto sozinho mexendo e comprando livros antigos, velhinhos, mas cheios de histórias de seus antigos possuidores. Dedicatórias incríveis, histórias contadas pelos donos de sebos, curiosidades de outros amantes do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo tudo isso para dizer que guardo algumas recordações marcantes de livros que adquiri por essa vida. E uma delas tem tudo a ver com a M Música. Foi através da M Música, grupo virtual e real de compositores e apaixonados por música, que eu descobri o livro de poesias da Etel Frota chamado Artigo Oitavo. Já falei inúmeras vezes sobre esse livro e já escrevi não sei quantos poemas, sempre tomado pela emoção que me assombra toda vez que o releio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi uns versos depois da primeira leitura. Lia sem pressa, mas tão vorazmente que a velocidade da fome me atropelava. Depois juntei os cacos do que sobrou e me recompus lendo novamente sem pressa e um pouco mais saciado. A fome ainda existe e peço a Deus que ela nunca se afaste, mas hoje é diferente, não só hoje, a cada dia eu sei que é uma fome diferente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Etel fez aniversário na Ilha do Mel mandei esses versos pelo Iso Fischer para a aniversariante. Ele leu e imagino (gosto às vezes de imaginar) que causou uma certa emoção no momento da leitura. Uma fisgada que seja. Uma pontada ao perceber como a palavra sempre cumpre seu destino de acender alguém distante e desconhecido. Gosto de pensar que alguém ao ouvir ou ler esses versos percebeu também o tamanho do enlace entre o que aqui reside e o que mora lá naquele livro chamado Artigo Oitavo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho muito contato com a Etel. Só um ou outro email aqui e acolá. Estivemos juntos em Curitiba quando ela organizou em sua casa um sarau poético. Iso entrou com tudo cantando e tocando ao piano nossas parcerias musicais. Etel conversou, mostrou parcerias, leu um poema do Silvio (um radialista e poeta de Curitiba). Foi uma noite memorável com o Juarez, Enéas, Vicente e outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, eu e Etel, tentamos uma parceria em verso, não deu certo. Mandei pra ela duas estrofes por email e ela concluiu. No final das contas, percebendo que não era o que eu esperava, ela me botou na parede. Depois de longos emails explicativos chegamos a uma conclusão: cada um faria um poema independente. Ela recolheu os versos dela e fez seu poema, sozinha. Virou um belo poema. O meu ficou inconcluso até hoje. Um dia termino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois disso algum tempo passou e voltei a reler o Artigo Oitavo e novos versos vieram, mas aqueles da primeira leitura ainda me rondavam. Sabia que eles não me deixariam nunca em paz se não fizesse algo por eles, se não transformasse aquele momento em algo que não fosse a prisão do papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei os versos, contei num email imenso o que significou o livro da Etel e o conteúdo do livro (com alguns poemas transcritos) para o meu parceiro-irmão-amigo Eduardo Franco. Pedi que ele lesse o email e os versos com calma e cuidado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que esses versos virassem canção e só ele poderia entender exatamente o que eu sentia, afinal ele já me achou não sei quantas vezes em versos que faço pra ele, pensando nele, nas nossas conversas e no som que ele faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tantas e tantas vezes ele soube traduzir em canção o que eu escrevia que não tive dúvida. Algum tempo depois o Eduardo me mandou um email dizendo que a canção estava pronta, depois de alguns ajustes com a gravação, chegamos ao resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já leu o Artigo Oitavo vai entender melhor os versos, quem ainda não leu pode se deixar levar na canção e tentar imaginar o que tem ali naquele livro de tão especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo VIII - Os Estatutos do Homem&lt;br /&gt;Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre&lt;br /&gt;não poder dar amor a quem se ama&lt;br /&gt;e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.&lt;br /&gt;Thiago de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo Oitavo &lt;br /&gt;(Dedicado a Etel Frota)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dor e alegria&lt;br /&gt;De cada pedaço&lt;br /&gt;Eu leio seu livro&lt;br /&gt;Passo a passo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fronteira de rio&lt;br /&gt;Cipó em laço&lt;br /&gt;Barco vazio&lt;br /&gt;Peixe escasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou esse rio&lt;br /&gt;E é nele que eu passo&lt;br /&gt;Estou por um fio&lt;br /&gt;Feito de aço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é dor imprecisa&lt;br /&gt;Coração embaça&lt;br /&gt;Se beijo Luisa&lt;br /&gt;Clara me abraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riso de picadeiro&lt;br /&gt;Palhaço sem graça&lt;br /&gt;Choro traiçoeiro&lt;br /&gt;Circo e fumaça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo das lonas&lt;br /&gt;Véu e argamassa&lt;br /&gt;O mundo de Jonas&lt;br /&gt;Hoje me enlaça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo cortisona&lt;br /&gt;E o peito ameaça&lt;br /&gt;Asma que ronda&lt;br /&gt;Tristeza que passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é dor imprecisa&lt;br /&gt;Coração embaça&lt;br /&gt;Se beijo Luisa&lt;br /&gt;Clara me abraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me aprisiona&lt;br /&gt;Raposa de caça&lt;br /&gt;Loba materna&lt;br /&gt;Poeta da raça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher da caverna&lt;br /&gt;Irmã da cachaça&lt;br /&gt;Vinho de taberna&lt;br /&gt;Conhaque de graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à caserna&lt;br /&gt;E me alinhavo&lt;br /&gt;Estou a perigo&lt;br /&gt;No artigo oitavo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é dor imprecisa&lt;br /&gt;Coração embaça&lt;br /&gt;Se beijo Luisa&lt;br /&gt;Clara me abraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-9063700430007168951?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/9063700430007168951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=9063700430007168951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/9063700430007168951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/9063700430007168951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/09/minha-primeira-paixo-sempre-foi.html' title='E a paixão pelos livros é eterna...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SMh7HI8x26I/AAAAAAAAACM/JJHU7Mm8RSI/s72-c/DSC00388.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-512358939991261191</id><published>2008-09-01T08:45:00.003-03:00</published><updated>2010-08-21T08:04:08.637-03:00</updated><title type='text'>E se...</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-512358939991261191?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/512358939991261191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=512358939991261191&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/512358939991261191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/512358939991261191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/09/e-se.html' title='E se...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-2989773183696648756</id><published>2008-08-23T11:51:00.004-03:00</published><updated>2008-08-23T12:05:30.975-03:00</updated><title type='text'>Os livros e a... música!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SLAm4Q9Ap9I/AAAAAAAAAB0/Y3O-9z6FD8Q/s1600-h/junho+2007+-+sampa+e+bras%C3%ADlia+095.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SLAm4Q9Ap9I/AAAAAAAAAB0/Y3O-9z6FD8Q/s320/junho+2007+-+sampa+e+bras%C3%ADlia+095.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237729114697279442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morar só é uma aventura. Todo dia você se pergunta quem é você e do que de fato você gosta. Essas perguntas não são conscientes, mas estão camufladas no dia a dia. Respondendo a segunda, descobri que a coisa que eu mais gosto no mundo é ouvir música, mas eu sempre fiz isso na casa dos meus pais, pensei. Ocorre que lá o pouco tempo que ficava em casa era dividido com a família, irmãos, mãe, pai, avó etc... Morando só eu me vi sozinho vasculhando o que tinha em casa para fazer (sou muito caseiro) aí descobri um mundo de cds que eu tinha e muitos eu só havia ouvido uma única vez... Coisa que a solidão faz também é ficar na internet desbravando o que nos fascina e foi assim que encontrei gente do país inteiro vidrado em música. Como uma coisa leva a outra, seis meses depois eu estava no Rio de Janeiro num bar lotado de amigos virtuais que viraram amigos reais e me acompanham até hoje. Gente do país inteiro unido pela boa música brasileira. Quando viajo pra qualquer lugar do país escolho um dia para rever esses amigos e trocar informações e coisas musicais. Hoje estou ouvindo os sambas do Paulo Vanzolini, coisa mais linda desse mundo, com a família Buarque de Holanda cantando em várias faixas dos cds. Mas a primeira paixão não foi musical... foi a dessa foto aí, mas isso é pra outro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-2989773183696648756?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/2989773183696648756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=2989773183696648756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2989773183696648756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2989773183696648756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/08/morar-s-uma-aventura.html' title='Os livros e a... música!'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SLAm4Q9Ap9I/AAAAAAAAAB0/Y3O-9z6FD8Q/s72-c/junho+2007+-+sampa+e+bras%C3%ADlia+095.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-1793231800219859305</id><published>2008-08-15T00:02:00.005-03:00</published><updated>2008-08-15T00:11:18.203-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SKTzsfwgaAI/AAAAAAAAABs/Pi08F3YFPjY/s1600-h/DSC00359.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SKTzsfwgaAI/AAAAAAAAABs/Pi08F3YFPjY/s320/DSC00359.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234576612676102146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde-noite maravilhosa com amigos maravilhosos aqui em casa. Muita música boa, café, amizade, chá, carinho, pães e muito companheirismo. Isso é só um pouco dessa turma. Esse post é em homenagem a mais nova integrante: Luciana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja bem vinda, Luciana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-1793231800219859305?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/1793231800219859305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=1793231800219859305&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1793231800219859305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1793231800219859305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/08/uma-tarde-noite-maravilhosa-com-amigos.html' title=''/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SKTzsfwgaAI/AAAAAAAAABs/Pi08F3YFPjY/s72-c/DSC00359.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4315917915028282074</id><published>2008-08-10T10:17:00.005-03:00</published><updated>2008-08-11T21:06:48.901-03:00</updated><title type='text'>O chá</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SJ8lJNLXRDI/AAAAAAAAABM/tlDIR1qzeww/s1600-h/DSC00335.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232942132114179122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SJ8lJNLXRDI/AAAAAAAAABM/tlDIR1qzeww/s320/DSC00335.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SJ8lJbmWtFI/AAAAAAAAABU/GMMFP339l6E/s1600-h/DSC00348.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232942135985484882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SJ8lJbmWtFI/AAAAAAAAABU/GMMFP339l6E/s320/DSC00348.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como tudo na minha vida, primeiro eu namoro de longe, depois chego mais perto, depois de algum tempo antes mesmo de saborear... vou ler tudo que existe sobre o assunto. Foi assim também com minha nova mania. O chá. Existe chá pra tudo. Enfim, como diz a Syomara, agora eu virei um chausídico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4315917915028282074?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4315917915028282074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4315917915028282074&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4315917915028282074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4315917915028282074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/08/como-tudo-na-minha-vida-primeiro-eu.html' title='O chá'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/SJ8lJNLXRDI/AAAAAAAAABM/tlDIR1qzeww/s72-c/DSC00335.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-2657235824197004758</id><published>2008-08-08T08:01:00.003-03:00</published><updated>2008-08-08T08:06:21.013-03:00</updated><title type='text'>Para Lulu dos sete véus...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De minha parte eu cansei de cerimônias e rituais de despedida. Cansei de me preparar para as datas certas, as horas exatas, para celebrar a ausência com flores brancas e lágrima na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro muito bem como tudo aconteceu, só sei que fui ficando cada vez mais vazio. E o comboio que me levava também cada vez mais vazio, tão vazio o bichinho. No meu comboio sai mais gente do que entra! Fiquei assustado quando percebi isso. Um dia me desesperei. Não desce mais ninguém, gritei. E toca o comboio pra frente sem parar em nenhuma estação. Foi então, nesse instante, que descobri porque não entrava mais ninguém... Eu não parava, a vida não parava, tudo estava sempre em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, a vida correu, e certa vez o meu comboio diminuiu a velocidade, não sei direito se ele parou em alguma estação ou se só diminuiu a velocidade. A porta estava fechada, mas a janela aberta. Gosto de imaginar que nesse dia você entrou pela janela. E que teve muito trabalho para entrar! Tinha fivela no cabelo, lembro bem desse detalhe, e um sorriso azul nos lábios. Sentou na minha frente com seu jarrinho de flor lilás no colo e ficou me olhando, me olhando, mas não disse nada. Nada! Nem uma palavrinha sequer. E nem precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-2657235824197004758?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/2657235824197004758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=2657235824197004758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2657235824197004758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2657235824197004758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/08/para-lulu-dos-sete-vus.html' title='Para Lulu dos sete véus...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-797049955773655309</id><published>2008-07-31T10:22:00.009-03:00</published><updated>2008-07-31T10:38:45.893-03:00</updated><title type='text'>De tudo fica sempre um resto...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sempre quis que algo de bom ficasse quando o amor chegasse ao fim. E muitas vezes eu me recusei a deixar o amor ir embora porque não tinha me preparado antecipadamente para essa despedida, mesmo que em mim o amor já não existisse, mesmo que fora de mim o amor não me visse com olhos lassos (sem ironias, nem cansaços). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não importava, antes do amor ir embora deveria haver um quase-algo preparado, uma despedida que anunciasse um ponto final e eu não me transformasse (como sempre me transformo) em eternas reticências. E ficava agarrado ao quase-amor que ainda restava por uma infantil necessidade de guardar algo que o representasse. Um retrato, uma carta, um cartão postal que denunciasse algum instante de alegria, afeto, amor. Algo de concreto devia ficar, um símbolo que seja, qualquer coisa. Eu e meus símbolos. Eu e minhas chaves que não abrem porta alguma. Eu e minha estranha necessidade de ter algo palpável para lembrar. Sou apegado a detalhes, sempre fui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E muitas vezes deixei de perceber que o que deveria ficar não era um objeto, uma fotografia, ou uma chave, era algum sentimento, ainda que de difícil definição. Só com o tempo aprendi a deixar que algo ficasse entranhado em mim que fosse do amor que ia embora. Algo invisível, imaterial e incrivelmente palpável. Algo que o coração se prepara a vida toda pra receber, hospedar, acolher. Algo como a lembrança de uma lembrança (isso me lembra Manuel Bandeira... será do poema morte absoluta? talvez... "que céu pode satisfazer o teu sonho de céu?"). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, esses pedaços, que são lembranças que me alimentam, temperam o amor presente e já não sinto saudade. Quer dizer, sinto, mas é uma saudade tranquila, morna. Saudade sem dor e sem vontade de reviver nada. A vida é hoje, meu tempo é agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. Deixa eu fazer logo um esclarecimento: sou o maior ladrão literário do mundo, eu furto passagens literárias de livros que li e escrevo naturalmente sem perceber. Não é proposital, juro, é porque sempre tive facilidade para decorar. Na infância decorava muitos poemas e livros (passagens, textos) com medo que me mandassem jogar bola e eu não tivesse mais tempo para ler o livros que queria ler...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-797049955773655309?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/797049955773655309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=797049955773655309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/797049955773655309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/797049955773655309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/eu-sempre-quis-que-algo-de-bom-ficasse.html' title='De tudo fica sempre um resto...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-1781063264731535371</id><published>2008-07-25T08:53:00.006-03:00</published><updated>2008-07-31T10:36:08.961-03:00</updated><title type='text'>o amor é pura perda...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E ele acordou cedo. Levantou-se da cama, fez o café e viu pela janela da sala o dia amanhecendo. Um dia como outro qualquer se não fosse a noite anterior, um dia como tantos outros que se passaram naquela mesma janela e que não lhe causava qualquer sensação, se não fosse a lembrança da noite anterior que adormecia em suas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, antes de dormir, leu em um dos livros que lhe espreitava o sono uma síntese daqueles dias:&lt;em&gt; "&lt;strong&gt; ... mas o amor não se dá, nem se possui, o amor é pura perda, desdenhoso de sua fortuna, desligado de si mesmo, desprendido de qualquer reino. E essa puríssima perda de amar é a única riqueza do amor, como uma luz sobre o mundo, como uma pobreza radiosa, como uma jóia de alegria na infinita solidão dos viventes."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-1781063264731535371?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/1781063264731535371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=1781063264731535371&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1781063264731535371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1781063264731535371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/o-amor-pura-perda.html' title='o amor é pura perda...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-5227229635854319848</id><published>2008-07-23T11:44:00.003-03:00</published><updated>2008-07-23T12:09:56.746-03:00</updated><title type='text'>A história de um abraço - para Vera Lima</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você sempre me recebeu com um abraço, sempre. De onde venho isso não é comum, e de início, devo confessar, achei estranho. Mas havia uma boa vontade ou um sentimento tão explícito de satisfação que era impossível não aceitar o seu abraço. Havia sempre uma alegria em você, uma euforia fraterna, um tipo de irmandade nos olhos que me comovia, e eu não sabia recusar o seu abraço. Era sempre como se eu estivesse abraçando alguém muito querido depois de muito tempo sem vê-lo. Isso no tempo em que se permitiam os abraços. Hoje, depois de adultos, já não fazemos mais isso. Quando muito no aniversário ou para desejar feliz ano novo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Percebi então que o abraço, embora para você fosse tão simples e fácil, é bastante raro. Não só em minha família, que é uma família de poucos abraços, mas também nos meus relacionamentos anteriores pela vida. Abraça-se muito pouco. Depois que a gente vira adulto parece que alguns gestos passam a ser proibidos ou reprovados. Quando criança para qualquer pessoa os braços estavam abertos, prontos para um abraço. E nessa época, a gente nem se importava se o abraço era recíproco e nem sabia direito o que significava abraçar. Era um gesto natural, instintivo. Meu Deus, quanta coisa a gente perde quando cresce... Da ingenuidade ao abraço. Não sinto falta da ingenuidade perdida, nem dos sonhos que somente crianças sonham. Sinto saudade do abraço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O apoio de mãos sobre as costas, a pressão dos braços enlaçados, o calor humano, a troca de sentimentos, quantas palavras cabem num único abraço? Talvez todas. Na infância, como o rol de palavras é restrito, o abraço serve como meio de comunicação. Para cada momento diferente existe um abraço: abraço de alegria, abraço sofrido, abraço sorridente, abraço angustiado, abraço de não mais largar, abraço para não cair, abraço pra deitar a cabeça no colo, abraço pra dormir, abraço rápido para não atrapalhar a brincadeira, abraço de boa noite, abraço pra se proteger do frio, abraço pra comemorar o gol. Havia abraço pra tudo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje não abraçamos mais ninguém. Nas poucas vezes é preciso um bom motivo. Geralmente, o abraço vem no dia do aniversário. E não é em todo aniversário. Às vezes, os cumprimentos se encerram num aperto de mão ou naquele falso abraço em que os corpos ficam distantes e as mãos batem nas costas do outro efusivamente. Esse definitivamente é o pior abraço. De todos os abraços, esse falso abraço é sempre o mais incômodo. Quando a mulher faz isso significa: tenho pena de você. Quando outro homem dá esse tipo de abraço significa: mantenha-se distante. Nos dois casos a sensação, após o abraço, é sempre de um vazio monumental. Prefiro o aperto de mão que mantém a distância com honestidade, desde que o olhar seja mantido, porque outro problema é o olhar. Não há coisa pior do que cumprimentar com a mão estendida e ao olhar para pessoa descobrir que ela está olhando para outro lado e não para você. É como se ela estivesse cumprimentando uma porta. É como me sinto nessa situação: uma maçaneta de porta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos ser sinceros, ninguém abraça sem data marcada. A não ser que se peça, aí também já não tem o mesmo valor. Você, entretanto, sempre agiu diferente. Sempre que me via sua expressão era de braços abertos, prontos para mais um abraço. Depois de um tempo, lá no terceiro ou quarto abraço, percebi que não era um gesto trabalhado. Era natural e instintivo, como passar a mão na cabeça quando a chuva molha. Receber seu abraço era como voltar à infância, com a vantagem de não ser mais tão ingênuo. Era como uma recompensa pelos sonhos que só sonhei quando era criança e que hoje não sonho mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, depois de tanto tempo de amizade, quando vejo você de braços abertos recebendo as pessoas com seu abraço cheio de afeto e compreensão, fico feliz pelo abraçado. Fico feliz porque sei o que seu abraço significa, porque sei o afago na alma que ele proporciona. E fico mais feliz ainda por saber que já já você vai me abraçar de novo, daquele seu jeito que só você sabe abraçar. Saiba que de tudo que aprendemos juntos (amizade não é sempre essa via de mão dupla de tantos aprendizados e afetos?) o seu abraço foi a melhor parte. Eu que tenho lá meus tantos silêncios entendo melhor o que as palavras não dizem, e pra que mesmo servem as palavras se o seu abraço já me diz tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande e demorado abraço desse teu veleirim-amigo,&lt;br /&gt;Sergio&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-5227229635854319848?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/5227229635854319848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=5227229635854319848&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5227229635854319848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5227229635854319848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/histria-de-um-abrao-para-vera-lima.html' title='A história de um abraço - para Vera Lima'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-7878771938326214055</id><published>2008-07-20T21:59:00.000-03:00</published><updated>2008-07-20T22:00:45.882-03:00</updated><title type='text'>O poema perdido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A primeira vez que perdi um poema foi como ter um pedaço extirpado do corpo sem anestesia, sem acalantos mornos ou vozes suaves dizendo "vai passar, vai passar". A primeira vez doeu e doeu tanto que pensei em nunca mais escrever um poema. Fiquei tão doído no corpo, na alma e na desesperança de saber que nunca mais veria novamente aquele poema que jurei para mim mesmo não escrever um outro poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível recuperar o poema perdido, impossível tentar revivê-lo, reacendê-lo em outra chama, em outro pavio. Precisei de tempo para entender isso e por muitas noites tentei em vão ressuscitar o poema perdido. Velei seu corpo invisível na tela branca do computador tantas noites, tantas noites, que muitas vezes nem percebi o dia raiando do outro lado da janela. Por dentro de mim ainda era noite e eu me recusava a amanhecer enquanto meu poema não ressurgisse dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo tão rápido que eu já nem lembro direito como tudo aconteceu: uma tecla errada, um dedo apressado e pluft o poema sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada poema é único e aquele que perdi pela primeira vez foi único dentro de mim e eu nunca mais o esqueci. O tempo passou e muitos poemas voltaram a se perder dentro de mim e fora de mim também, que é onde eu mais perco as coisas. Confesso que muitas vezes me perdi deles também, fugi feito rio violento em noite escura me escondendo na escura e violenta mágoa daquela primeira frustração. Fugi de medo. Eu tenho muitos medos, medo de tudo, tenho medo dos meus poemas, medo das minhas palavras que não dizem o que eu quero dizer, medo que elas voltem a desaparecer outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento não deixar o medo paralisar meus sentidos e por isso escrevo. Escrevo para me lembrar que um poema perdido, como tudo que se perde, já nasce para se perder, a gente é que não sabe disso antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje não quero escrever um poema, não quero ressuscitar versos perdidos ou guardados nas imensas gavetas das minhas saudades. Hoje não quero brincar de poesia nem chorar pelo verso perdido (mais um!). Quero só ficar quieto no meu canto, em silêncio, em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-7878771938326214055?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/7878771938326214055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=7878771938326214055&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/7878771938326214055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/7878771938326214055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/o-poema-perdido.html' title='O poema perdido'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-8181663376261192754</id><published>2008-07-13T01:26:00.002-03:00</published><updated>2008-07-13T01:38:11.940-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É impressão minha ou os fortalezenses desaprenderam a dirigir na cidade? Direção preventiva? Aqui está difícil, ninguém dá nem sinal ao dobrar à direita ou à esquerda. Será que é pra não gastar a lanterna do carro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-8181663376261192754?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/8181663376261192754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=8181663376261192754&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/8181663376261192754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/8181663376261192754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/impresso-minha-ou-os-fortalezenses.html' title=''/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-5805306295524657574</id><published>2008-07-13T01:22:00.001-03:00</published><updated>2008-07-13T01:24:47.536-03:00</updated><title type='text'>no verso do verso do verso que morre...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Perdoe a pressa, a urgência, a indigência&lt;br /&gt;dessas poucas palavras que nada dizem&lt;br /&gt;e se perdem em explicações fajutas,&lt;br /&gt;tão fajutas quanto o seu dono,&lt;br /&gt;esse senhor escrevedor de horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que amanhã o corpo não esteja cansado,&lt;br /&gt;nem a alma exausta, nem as palavras dispersas,&lt;br /&gt;e que ao acordar, juntando tudo, corpo, alma e palavra&lt;br /&gt;eu possa lhe dizer mais que as horas estancadas&lt;br /&gt;do relógio de pulso que já não uso.&lt;br /&gt;E dizendo, que eu seja lúcido o suficiente&lt;br /&gt;para não deixar o desvario do meu verso torto&lt;br /&gt;repousar no seu colo silente, descalço, nu&lt;br /&gt;imerso numa dor tão doída&lt;br /&gt;que alguém poderia perguntar:&lt;br /&gt;Morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se isso, porventura ou por descuido, acontecer&lt;br /&gt;que você pegue o meu verso&lt;br /&gt;e vele e chore e reze por ele,&lt;br /&gt;por mim, por nós,&lt;br /&gt;por nós que vivemos no verso&lt;br /&gt;do verso do verso que morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-5805306295524657574?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/5805306295524657574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=5805306295524657574&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5805306295524657574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5805306295524657574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/no-verso-do-verso-do-verso-que-morre.html' title='no verso do verso do verso que morre...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4059346709765937859</id><published>2008-07-13T01:11:00.001-03:00</published><updated>2010-04-18T18:37:43.820-03:00</updated><title type='text'>Duas canções e como lidar com o pouco...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo tem suas canções preferidas, seus discos inesquecíveis e seus livros de cabeceira. Eu não sou diferente, tenho tudo isso também, mas nada definitivo. Com o passar do tempo algumas peças mudam, algumas canções entram na relação de “música inesquecível”, alguns livros passam a ser fundamentais para minha compreensão do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas canções eu conheci há menos de quatro anos (e ela já tinha sido composta há mais de vinte anos, vinte anos...). Lembro que era noite, lembro que estava dirigindo o carro aqui em Fortaleza, levando um amigo para reconhecer a cidade (O Adalberto mora em Brasília, mas é cearense e tem família em Fortaleza), algum lugar para jantar, coisa desse tipo. Havia mais alguém no carro conversando animadamente (não lembro quem, mas tenho quase certeza que era o Érico) quando o Adalberto colocou um cd no play do carro e deixou tocar aleatoriamente algumas músicas. Percebendo que eu já não falava por algum tempo ele me indagou: o que houve? Eu estava mudo, perdido num silêncio que sempre me acompanhou a vida inteira. Um silêncio que só eu sei o tamanho, de onde vem e o que ele faz comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi como se tivesse saído de uma outra dimensão, como se tivesse caído da carruagem do tempo que percorre a estrada do destino e que leva a um lugar estranho, distante, bem distante. Tão distante e tão terrivelmente próximo como a realidade que nos sopra aos ouvidos vozes de real crueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então perguntei quem estava cantando, qual o nome da música, quando havia sido feita, quem havia construído a melodia, os arranjos, a letra, enfim, tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas vieram na seqüência. A música era “Entre Aspas” de Sérgio Natureza e Lourenço Baeta. Havia sido gravada pelo Lourenço, em 1979, num Lp com arranjos do próprio Lourenço, Dori Caymmi e Gilson Peranzzetta. Nunca esqueci esses detalhes, nunca esqueci cada verso dessa canção desde a primeira vez. Lembro que para identificar a música repeti versos inteiros como se estivesse recitando um dos poemas que trago na memória, a memória daquele menino aprisionado pela poesia que sempre fui. Lembro que o Adalberto ficou impressionado ao perceber que eu já sabia os versos de cor depois de ouvir uma única vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo consegui uma versão digitalizada do Lp inteiro, e desde então, ele passou a ser um dos álbuns mais ouvidos aqui em casa, no play do carro, no aparelhinho moderno que uso nas caminhadas, em casa antes de dormir. É um álbum maduro, consistente, com arranjos impecáveis e versos que se entranharam na minha alma de forma definitiva, violenta e estranhamente suave, muito suave. A sonoridade desse álbum fala de um tempo que não existe mais, um tempo que só existe se você fizer uma força muito grande para evitar que o mundo de fora tome conta desse nosso mundo de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse exercício fez desse álbum ser o que ele é: um disco absolutamente atemporal, que pode ser ouvido hoje, ou daqui a 20 anos, e o impacto será o mesmo. Desde que você, ouvinte, deixe o mundo de dentro conversar sozinho com você e seu mundo de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o exercício do conversar consigo mesmo, sozinho, está apontado nessa música “Entre Aspas”. E talvez por isso ela tenha laçado de vez meu coração. Diz assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;“Botei teu nome entre aspas&lt;br /&gt;Do sobrenome não lembro&lt;br /&gt;Como não lembro das cartas&lt;br /&gt;Que te mandei certo tempo.&lt;br /&gt;Pra desfazer velhas tramas&lt;br /&gt;Armar o quebra-cabeça&lt;br /&gt;Trocar a roupa da cama&lt;br /&gt;Deitar no chão sob a mesa&lt;br /&gt;E ainda agüentar a conversa&lt;br /&gt;Comigo mesmo sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me tira o sono, me enfeza&lt;br /&gt;De vez em quando eu definho&lt;br /&gt;Angústia que me apunhala&lt;br /&gt;Ante o que eu vejo e duvido&lt;br /&gt;É como o corte mais fundo&lt;br /&gt;Do diamante no ouvido&lt;br /&gt;É como o peso na mala&lt;br /&gt;De um viajante perdido&lt;br /&gt;É o sofrimento infinito&lt;br /&gt;De vê-la presa entre aspas...”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem resiste a versos como esses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Lp também tem uma outra música muito especial, chama-se “Meio-termo”, do Cacaso e Lourenço Baeta. Essa canção me faz lembrar perdas irreparáveis. Parece que a gente nunca se prepara para definitivas despedidas, sempre pensamos que haverá outro dia, outra chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa canção é uma conversa com a morte, mas não só a morte física de alguém que amamos, mas a morte em si, a morte que está em tudo que nos cerca. A morte de sentimentos, a morte de lembranças, a morte de grandes vontades que resultaram em poucos gestos, poucas palavras, poucas atitudes. Fazer o pouco, acostumar-se com o pouco, é uma forma de morrer... aos poucos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes não fazemos o pouco, não queremos o pouco, não pedimos o pouco, não nos acostumamos com o pouco? Quantas vezes morremos devagarzinho, aos poucos, com medo de sentir tudo de uma só vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a letra dessa bela canção que também está nesse Lp de 1979:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;“Ah, como tenho me enganado&lt;br /&gt;Como tenho me matado&lt;br /&gt;Por ter demais confiado&lt;br /&gt;Nas evidências do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tenho andado certo&lt;br /&gt;Como tenho andado errado&lt;br /&gt;Por seu carinho inseguro&lt;br /&gt;Por meu caminho deserto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tenho me encontrado&lt;br /&gt;Como tenho descoberto&lt;br /&gt;A sombra leve da morte&lt;br /&gt;Passando sempre por perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sentimento mais breve&lt;br /&gt;Rola no ar e descreve&lt;br /&gt;A eterna cicatriz&lt;br /&gt;Mais uma vez&lt;br /&gt;Mais de uma vez&lt;br /&gt;Quase que fui feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barra do amor é que ele é meio ermo&lt;br /&gt;A barra da morte é que ela não tem meio-termo”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está vivo eu recomendo: procure ouvir esse álbum, procure ouvir essas canções do Lourenço. É uma forma de lutar contra nossa mania de pouco, nosso desamparo com vida, nosso desapego aos bons sentimentos, nosso medo da morte e nossa infantil esperança de que sempre haverá amanhã para todos e que podemos consertar algo depois. Não podemos, não podemos. O depois pode não existir. E a vida segue em frente... Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4059346709765937859?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4059346709765937859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4059346709765937859&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4059346709765937859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4059346709765937859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/duas-canes-e-como-lidar-com-o-pouco.html' title='Duas canções e como lidar com o pouco...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4588116118166761993</id><published>2008-07-13T00:31:00.003-03:00</published><updated>2010-04-27T08:03:26.458-03:00</updated><title type='text'>O porta-retratos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/S9bEL7JAUzI/AAAAAAAAAEU/oJfPbGGbw6c/s1600/porta_retratos.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/S9bEL7JAUzI/AAAAAAAAAEU/oJfPbGGbw6c/s320/porta_retratos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464770906993742642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O motivo pelo qual resolvi tirar as fotos do meu pai de dentro do porta-retratos foi porque comecei a sentir que estava aprisionando alguém. Ele ou eu? Quem estava mais aprisionado dentro daquele porta-retratos? Concluí que nem ele, nem eu merecíamos essa privação de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai não foi exemplo de muita coisa nessa vida, assim como eu também não sou, mas nada que justifique essa prisão. Aliás, brigamos contra essa imagem-modelo a vida inteira. Cada um a seu modo e por motivos diferentes. Ele era imprevisível, eu impenetrável. Ele, flor aberta no meio do salão. Eu, ostra escondida debaixo da cama. Até que as coisas se inverteram e quando eu saí de casa ele se escondeu do mundo. E de tanto se esconder  não voltou mais. Morreu dois dias depois que fui morar só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve briga nenhuma, ele foi até meu fiador no imóvel alugado, mas também não houve despedida, nem tempo de mostrar a ele o apartamento que escolhi para morar, nem tempo de mostrar também que na sala, pendurado em forma de moldura, eu tinha colocado o bilhete que ele me escreveu quando passei no vestibular. Ele, que se formou em Ciências Contábeis com mais de 40 anos de idade, já com 4 filhos no mundo, custava a acreditar que com 16/17 anos eu estava entrando pra faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Surpresas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao porta-retratos, acho que ninguém merece ficar exposto daquela maneira. Nem amigos, amores, colegas, conhecidos ou pessoas que de alguma forma passaram a ter importância na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devíamos enclausurar ninguém, por motivo algum, muito menos dentro de um porta-retratos! Quando entro na casa de alguém e vejo um porta-retratos fico querendo libertar aquela pobre alma, fico pensando no que ela fez de errado para merecer ficar ali, presa dentro daquele quadrado de madeira olhando o mundo aqui através de um vidro. Será que ninguém percebe como o fotografado fica triste dentro de um porta-retratos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que por isso, paradoxalmente, tenho ligeira simpatia pelas fotografias em porta-retratos. Primeiro por solidariedade, segundo por curiosidade. Quase escuto minha voz conversando com o fotografado querendo saber o que ele fez na vida para merecer aquele castigo. Ah, esqueci de dizer. Eu sou doido e converso com fotografias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4588116118166761993?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4588116118166761993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4588116118166761993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4588116118166761993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4588116118166761993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/o-motivo-pelo-qual-resolvi-tirar-as.html' title='O porta-retratos'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/S9bEL7JAUzI/AAAAAAAAAEU/oJfPbGGbw6c/s72-c/porta_retratos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-1978934833135659469</id><published>2008-07-12T13:16:00.002-03:00</published><updated>2008-07-12T13:21:55.066-03:00</updated><title type='text'>Foi-se o tempo...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;Tempo de depuração&lt;br /&gt;Tempo de escolher&lt;br /&gt;E ser pelo menos uma vez&lt;br /&gt;O escolhido&lt;br /&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;Da campainha tocando&lt;br /&gt;Telefone soando&lt;br /&gt;Trim-trim sem fim&lt;br /&gt;Diz que não tô&lt;br /&gt;Que fui pra Bagdá&lt;br /&gt;Pra Blangadesh&lt;br /&gt;Com o L trocado e tudo&lt;br /&gt;Pra parecer de verdade&lt;br /&gt;Ou de mentira mesmo&lt;br /&gt;Ninguém sabe onde fica Bangladesh&lt;br /&gt;Só o Willian Bonner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;Da tv na sala&lt;br /&gt;Do Cid Moreira&lt;br /&gt;Da radiola 3 em 1&lt;br /&gt;Dos disquinhos azuis&lt;br /&gt;Das histórias infantis&lt;br /&gt;Do bicho-papão&lt;br /&gt;Do boi da cara preta&lt;br /&gt;E da rede véia que&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Comeu foi fogo,&lt;br /&gt;Foi cum nóis dois&lt;br /&gt;Pra lá e pra cá"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;Do papai noel&lt;br /&gt;Da Nikka Costa&lt;br /&gt;E seu &lt;em&gt;On my Own&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Da caixa de chocolates Garoto&lt;br /&gt;De 1kg !&lt;br /&gt;Do Bozo&lt;br /&gt;Do Daniel Azulay&lt;br /&gt;Do homem-pássaro!&lt;br /&gt;Do Michael Jackson&lt;br /&gt;Cantando: "&lt;em&gt;Ben,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt; I'll never be alone &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;And you, my friend will see &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;You've got a friend in me"&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi-se o tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;Das luzes falsas de Natal&lt;br /&gt;Do chester fazendo pose de peru&lt;br /&gt;No meio das alfaces&lt;br /&gt;Das rezas católicas&lt;br /&gt;E dos copos de cerveja sujos de farofa&lt;br /&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;Do primeiro gole&lt;br /&gt;Do primeiro beijo&lt;br /&gt;Do primeiro gôzo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Do primeiro amor&lt;br /&gt;Foi-se o tempo&lt;br /&gt;De depurar&lt;br /&gt;De escolher&lt;br /&gt;E de ser pelo menos uma vez&lt;br /&gt;O escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sergio-Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-1978934833135659469?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/1978934833135659469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=1978934833135659469&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1978934833135659469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1978934833135659469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/foi-se-o-tempo.html' title='Foi-se o tempo...'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-167705694729240165</id><published>2008-07-11T07:37:00.000-03:00</published><updated>2008-07-11T07:38:52.823-03:00</updated><title type='text'>Cosmopolita?</title><content type='html'>Cidade de Fortaleza. Mais de 2 milhões de habitantes. Século XXI e ainda procuramos nos espelhar nas cidades brasileiras mais desenvolvidas (?). Dia 10 de julho e o provedor OI Banda Larga deixa seus consumidores sem serviço até o momento (são 20h15min) nos bairros do Papicu, Dionísio Torres e Aldeota. Às 18h00min a empresa afirmou que em 2 horas o serviço estaria restabelecido, informação de um atendente. Às 20h00min o atendimento automático reafirma a informação, ou seja, previsão prorrogada por mais 2 horas. Será que passaremos pela experiência paulistana e ficaremos 24 horas sem o serviço pelo qual pagamos? Nosso trânsito já não é mais o mesmo, será que agora os serviços de banda larga OI também entrarão em colapso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: o serviço foi restabelecido por volta das 22 horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-167705694729240165?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/167705694729240165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=167705694729240165&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/167705694729240165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/167705694729240165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/cosmopolita.html' title='Cosmopolita?'/><author><name>Syomara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02855227815341619840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/SMtBADhInTI/AAAAAAAAAA8/yKbw2aEhc4s/S220/Syo+02.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-2400075151596773221</id><published>2008-07-09T01:00:00.005-03:00</published><updated>2008-07-09T01:08:28.102-03:00</updated><title type='text'>Ser feliz pode ser...</title><content type='html'>Uma conquista diária e constante. Reconhecer o sabor da vida, das coisas mais simples às mais complexas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao talento em ser feliz... só a prática dirá, quem se habilita?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-2400075151596773221?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/2400075151596773221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=2400075151596773221&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2400075151596773221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/2400075151596773221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/ser-feliz-pode-ser.html' title='Ser feliz pode ser...'/><author><name>Syomara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02855227815341619840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/SMtBADhInTI/AAAAAAAAAA8/yKbw2aEhc4s/S220/Syo+02.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-936708642783564210</id><published>2008-07-08T20:02:00.003-03:00</published><updated>2008-07-08T20:12:35.047-03:00</updated><title type='text'>Uma canção chamada Madrigal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Tudo que eu quis nessa vida foi encontrar a canção certa para o momento certo. A canção e o momento, a canção e o tempo, a canção e o espaço, a canção e a distância, a canção e o encontro. E reunir tudo isso num só momento é coisa rara, muito rara. E é dessa raridade que quero falar agora. Sei que é preciso buscar muito, muito mesmo, prestando atenção nas frestas da alma, na luminosidade que sai das venezianas que nos cercam e deixar o corpo disponível para perceber a canção certa quando ela chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Madrigal na voz do Adolar Marin, que é uma composição do Fernando Franco em parceria com o Zé Edu, eu tive essa certeza de que estava diante da canção certa no momento certo. Resolvi parar um pouco a vida por aqui hoje para escrever sobre essa canção porque ela pedia, porque ela queria, porque ela me exigia palavras que justificassem sua existência no meu dia a dia. E essa exigência muda, silenciosa, me corroia por dentro e me paralisava os sentidos. Como escrever sobre um afeto tão impalpável e tépido feito “o sol de clarear e a hora de ver o nascer das margaridas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei que não se justifica o sentimento, nem a emoção, nem a vontade compulsiva de ouvir, ouvir e ouvir a mesma canção por horas, por horas, por horas. Isso é coisa que acontece e é também sorte de quem procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nada que eu diga aqui vai justificar coisa alguma, nem vai ser motivo de vaidade dos autores, nem do cantor, nem de ninguém. É que as palavras a isso não se prestam e minha intenção nem de longe é massagear o ego de ninguém, nem elogiar o que é manifestamente belo. Até porque, como dizia o poeta pernambucano, “a beleza é triste”, e eu não estou aqui para falar de tristeza, mas de fragilidades e incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo para falar de mim mesmo, para que eu possa seguir em frente, para que eu possa desocupar o espaço que essa canção preenche no meu peito e pensamento e ficar pronto para uma nova canção. Não é despedida, não é um adeus. É só uma reverência, um convite para que ela vá ocupar um outro lugar, um lugar mais sublime, o lugar das canções inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar essas impressões aqui é como dizer para mim mesmo que não foi em vão, que não vai haver esquecimento e que a memória não vai roubar de mim a delicadeza desse momento. E mesmo quando desatar o nó e mesmo quando a boca já não tiver sabor de hortelã, essa música vai existir, e esse madrigal vai continuar a cantar por dentro, por dentro, por dentro. Por dentro da derme, dos vasos, das veias, dos órgãos, da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso conhecer por dentro essas igrejas da alma e voltar a rezar pela vida e pedir bem por todos nós. Mas como a canção anuncia, tanta pressa na vida me fez esquecer da própria vida, e eu escuto esse verso para me desapressar e me desatar de tantos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu disse que essa canção por muitos dias foi a minha oração matinal e é verdade. Era acordar e deixar o violão/voz do Adolar invadir o apartamento enquanto passava o café nas primeiras horas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que desacreditei de Deus logo depois que meu pai morreu, voltei a rezar e a primeira prece do dia era essa canção. “Destino é outro dia”, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a água aquecia e o café passava, eu conversava com Deus, uma conversa só minha cheia de silêncios. Silêncios só meus que eram interrompidos por mim mesmo cantarolando “tanta pressa na vida, da gente esquecida, viver é se dar, me dou conta que ainda há outra saída de frente pro mar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre um e outro silêncio eu ouvia as cordas do violão do Adolar, a melodia do Fernando Franco entranhada na letra do Zé Edu conversando comigo, num pacto matinal, num acordo de cavalheiros nas primeiras horas da manhã, enquanto o café era servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que ainda procuro minhas igrejas encontrei nas “igrejas da alma” a oração que eu precisava e que por certo já me procurava em forma de poesia, em forma de canção. Madrigal é e vai sempre ser um pedaço dessas manhãs, um gole desse café e mesmo que o tempo passe (e ele sempre passa), essa canção vai ter um pedaço de mim entranhada na sua sonoridade, misturada nos acordes do Fernando Franco, fundida na letra do Zé Edu e soprada na voz do Adolar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veleiro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. Posso enviar a mp3 para quem quiser ouvir essa canção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-936708642783564210?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/936708642783564210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=936708642783564210&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/936708642783564210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/936708642783564210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/tudo-que-eu-quis-nessa-vida-foi.html' title='Uma canção chamada Madrigal'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-1820484732298359147</id><published>2008-07-08T19:50:00.003-03:00</published><updated>2008-07-08T20:26:51.321-03:00</updated><title type='text'>Pergunta do dia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ser feliz ou não é questão de talento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cartas para a redação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-1820484732298359147?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/1820484732298359147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=1820484732298359147&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1820484732298359147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/1820484732298359147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/pergunta-do-dia.html' title='Pergunta do dia'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-6619254293621775075</id><published>2008-07-08T19:46:00.002-03:00</published><updated>2008-07-08T19:49:09.237-03:00</updated><title type='text'>Cinco cds excelentes que estou ouvindo ultimamente</title><content type='html'>1. Inclassificáveis - Ney Matogrosso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rubi - Paisagem Humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Luanda Cozetti - young and lovely&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Rubi - Infinito Portátil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Simone e Zélia Duncan - Ao vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos excelentes, acima da média, só música boa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-6619254293621775075?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/6619254293621775075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=6619254293621775075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6619254293621775075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/6619254293621775075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/cinco-cds-excelentes-que-estou-ouvindo.html' title='Cinco cds excelentes que estou ouvindo ultimamente'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-5162438403923017102</id><published>2008-07-07T23:55:00.003-03:00</published><updated>2008-07-08T19:38:50.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_kCpcE-hT24E/SHLYpMYpFHI/AAAAAAAAAAo/7Y8OuMTqu3A/s1600-h/os+cinco.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220473120286643314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_kCpcE-hT24E/SHLYpMYpFHI/AAAAAAAAAAo/7Y8OuMTqu3A/s320/os+cinco.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Nosso grupo, nossa turma, nossa irmandade por essa e por mais tantas outras vidas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-5162438403923017102?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/5162438403923017102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=5162438403923017102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5162438403923017102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/5162438403923017102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/nosso-grupo-nossa-turma-nossa-irmandade.html' title=''/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_kCpcE-hT24E/SHLYpMYpFHI/AAAAAAAAAAo/7Y8OuMTqu3A/s72-c/os+cinco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-3846806294788664052</id><published>2008-07-07T23:09:00.005-03:00</published><updated>2008-07-07T23:21:59.438-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-YH6BOaK1YA/SHLOjvChf_I/AAAAAAAAAAM/UkZJP7nxzyY/s1600-h/Charles.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220462031393619954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_-YH6BOaK1YA/SHLOjvChf_I/AAAAAAAAAAM/UkZJP7nxzyY/s200/Charles.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                    Nosso amigo Charles, que volta e meia participa dos encontros dominicais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-3846806294788664052?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/3846806294788664052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=3846806294788664052&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3846806294788664052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/3846806294788664052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/nosso-amigo-charles-que-volta-e-meia.html' title=''/><author><name>Syomara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02855227815341619840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/SMtBADhInTI/AAAAAAAAAA8/yKbw2aEhc4s/S220/Syo+02.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-YH6BOaK1YA/SHLOjvChf_I/AAAAAAAAAAM/UkZJP7nxzyY/s72-c/Charles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4936747622420792620</id><published>2008-07-07T22:48:00.004-03:00</published><updated>2008-07-07T23:29:11.943-03:00</updated><title type='text'>Generosidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando o Érico me pediu para escrever sobre generosidade o primeiro pensamento que me veio foi: estou completamente atarefada e sem possibilidade de fazer além do que já me propus. Disse isso a ele, que prontamente me respondeu para fazê-lo na paz, ou seja, quando estivesse de bem comigo mesma. Pois bem, inicio por aqui. Generosidade significa ser generoso. Generoso é aquele que gosta de dar; que perdoa com facilidade; nobre, leal, valente. Tudo certo, mas para mim também significa estar em paz consigo mesmo. Como? Explico. Estando em paz consigo mesmo você pode ser generoso consigo, e a generosidade predispõe um contato prévio e uma experiência própria para por fim disseminar-se entre o alheio. Sendo generoso consigo você compreenderá o real significado da palavra e poderá exercer essa prática tão única, singela e grandiosa que é a de ser generoso(a) e praticar a generosidade. O limite próprio da generosidade é o seu limite, conhecendo-se você poderá ser mais ou menos generoso, de acordo com a escolha. Por própria experiência aprendi a ser generosa apenas quando me libertei das amarras do alheio, olhei para dentro de mim, aceitei-me e fui generosa com este ser que vos escreve. A partir de então vivi em maior comunhão com o outro, com suas dores e suas alegrias. Porque ser generoso também é aceitar a alegria do outro sem querer retê-la apenas para si, é aceitar e compartilhar da alegria alheia. Outra ligação que podemos fazer com a generosidade é a do desapego. Desapego material e emocional. Desapegar-se de algo ou de alguém também significa ser generoso, apropriando-se da generosidade de fora para dentro. Assim completa-se o ciclo. Ser generoso consigo e desapegar-se do externo. Creio que consegui expressar em palavras o que significa ser generosa para mim. É um ciclo que nunca termina, de dentro para fora e de fora para dentro, já dizia aquela bela letra da canção. E é esse o ciclo que alimenta a vida, a paz e o Deus que mora em mim e que saúda o Deus que habita em você! Namastê!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4936747622420792620?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4936747622420792620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4936747622420792620&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4936747622420792620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4936747622420792620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/generosidade.html' title='Generosidade'/><author><name>Syomara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02855227815341619840</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_-YH6BOaK1YA/SMtBADhInTI/AAAAAAAAAA8/yKbw2aEhc4s/S220/Syo+02.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8766425953256106231.post-4443587989940617399</id><published>2008-07-06T13:54:00.007-03:00</published><updated>2010-05-01T17:26:57.843-03:00</updated><title type='text'>A cidade que eu sou</title><content type='html'>&lt;div style="color: rgb(255, 255, 255);" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto alguns estão indo, eu estou ficando, cada vez mais ficando, cada vez menos indo... Vou ficando porque essa é minha maneira de existir, vou existindo e vivendo na cidade onde nasci. A minha cidade não é uma cidade grande, nem chega a ser pequena, é a cidade do tamanho ideal, do tamanho dos meus sonhos que já não são tantos quanto eu gostaria que fossem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes penso em partir da minha cidade para outra cidade e viajo como se não fosse voltar, como se não tivesse raízes na cidade que foi ficando para trás, cada vez mais para trás. Até que, sem esperar, acordo em outra cidade sentindo falta da minha cidade, da minha aldeia, do lugar de onde eu vim e me encontro e me reconheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sinto saudade da minha cidade, uma saudade tão doída que volto correndo, coração aos pulos, olhos sedentos pra ver a minha cidade. Às vezes penso que a cidade está dentro de mim e quando estou fora da minha cidade estou também um pouco fora de mim. Outras vezes percebo que estou apenas existindo na minha cidade, existindo como coisa que tem vida própria, só existindo. E vou existindo assim, sem pensar, fingindo para mim mesmo que existir é como viver, quando na verdade a existência é só uma parte da vivência, a primeira parte talvez, a que antecede tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existir é uma forma de viver sem sentir, é viver anestesiado, seguindo caminhos que levam ao lugar do ninguém, que é o lugar para onde todos estão indo na minha cidade. E por isso, às vezes, eu me sinto sozinho na minha cidade, um pouco indo também para lugar nenhum, um pouco anestesiado, um pouco sendo ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha cidade é assim, as pessoas estão existindo, apenas existindo. E já não sabem mais o que é viver. Elas existem numa intensidade branda, como convém a quem só sabe existir e já não tem mais tempo para outra coisa que não seja existir. Nesses momentos penso em sair da minha cidade e procurar outra cidade, outra aldeia, ou apenas um lugar no alto da colina ou no meio do mato, onde a cidade seja apenas o que eu quiser que seja. Ou não seja. Seja apenas o que ela quiser que seja, e não seja nem cidade, nem aldeia, nem colina, nem mato. Apenas um lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lugar onde eu possa viver e não somente existir, onde eu possa começar tudo de novo: preparar a terra, plantar sentimentos, esperar, e depois colher. E quem sabe fazer o meu próprio pão e beber o meu próprio vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que percebo que essa cidade existe dentro de mim e não importa que fora de mim os carros buzinem alucinadamente e as pessoas tropecem nos seus sonhos como coisa que não fosse importante. Dentro de mim essa cidade existe e o sol nasce mais cedo e eu preparo meu próprio café, em silêncio. Um silêncio tão intenso que a cidade nem percebe que eu amanheci dentro da cidade que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veleiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8766425953256106231-4443587989940617399?l=traquejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traquejo.blogspot.com/feeds/4443587989940617399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8766425953256106231&amp;postID=4443587989940617399&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4443587989940617399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8766425953256106231/posts/default/4443587989940617399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traquejo.blogspot.com/2008/07/teste.html' title='A cidade que eu sou'/><author><name>Veleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17001224034844304496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kCpcE-hT24E/TBVFr5WckcI/AAAAAAAAAE0/oM76FmdhHuA/S220/veleiro-4.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
